Atenção à saúde feminina

Atenção à saúde feminina

Atenção à saúde feminina

Todos nós que vivemos uma vida moderna corrida e passamos muito tempo preocupados com trabalho, família e afazeres, corremos o risco de negligenciar nossa saúde e ignorar os sinais que o nosso corpo nos dá. Mas você sabia que muitas doenças crônicas e endocrinopatias atingem mais mulheres do que homens?
A obesidade é uma delas. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNE) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2019, aproximadamente 63% das mulheres brasileiras estão obesas ou com excesso de peso. Entre os anos de 2003 e 2009 os índices de obesidade feminina passaram de 15% para 30%. O problema costuma se agravar após a menopausa, quando há uma tendência ao acúmulo de gordura abdominal
Quando falamos de diabetes, especialmente o tipo 2, que tem como uma das principais causas o estilo alimentação, embora no mundo a doença seja mais comum em homens, no Brasil ela também acomete mais as mulheres. Segundo especialistas, fatores biológicos femininos aumentam o risco do diabetes.
Mais de 80% dos casos de fibromialgia diagnosticados são em mulheres. A fibromialgia é uma dor crônica generalizada. Outras síndromes e condições, como a síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, osteoartrite, lombalgia, desordem da articulação temporomandibular, dor pélvica crônica e enxaquecas também afetam mais as mulheres.
A osteoporose, condição em que ocorre uma diminuição progressiva da massa óssea, é outra doença que também ocorre com mais frequência nelas do que neles, principalmente após a menopausa. Isso porque o estrogênio, hormônio que atua sobre a absorção óssea, sofre uma queda drástica no organismo feminino após a menopausa.
As mulheres também sofrem mais com estresse do que os homens, além de fatores externos e da rotina, esse quadro está muito ligado a desequilíbrios hormonais. É importante lembrar ainda que o estresse é fator propiciante ao surgimento de diversas outras doenças, principalmente as cardiovasculares, que incluem hipertensão, AVC e infarto.
Além desses, os distúrbios na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo que afetam a produção hormonal, também acometem mais as mulheres. O câncer na tireoide é também mais prevalente no sexo feminino. A estimativa é de que, para cada um paciente homem com distúrbio nessa glândula, há oito mulheres com o mesmo problema. Além dos sintomas comuns que os problemas na tireoide costumam apresentar, que incluem desregulação do ciclo menstrual, é necessário especial atenção no caso das mulheres em idade fértil que possuem esses distúrbios, pois eles podem levar a redução da fertilidade e a abortos espontâneos.

Oscilações Hormonais

Algo que pode causar muito desconforto ao corpo feminino durante vários períodos na vida são as oscilações hormonais. Elas ocorrem todo o mês durante o ciclo menstrual, quando os níveis de estrogênio sofrem queda brusca. Como os hormônios femininos também interferem na produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, durante o período menstrual e pré-menstrual há também uma queda na produção de serotonina. Todos esses fatores aliados são responsáveis por um quadro generalizado de mal-estar que pode ser mais ou menos intenso dependendo da mulher. Sensações comuns durante essa fase são dores nas mamas, dor de cabeça, dores nas pernas, intestino preso, cansaço e irritabilidade.
Ainda hoje há muito preconceito por parte daqueles que acreditam que tais sintomas não existem e que tudo não passa de um drama ou de uma atuação. No entanto, os desconfortos partem dos mesmos princípios que já sabemos ser verdade, de que uma produção hormonal alterada mexe com nosso organismo e provoca alterações.
Outras oscilações hormonais que também acomete as mulheres são aquelas geradas pela gravidez. Durante a gestação os níveis de estrogênio e progesterona aumentam em 30 vezes, para dar conta de coordenar esse novo metabolismo. Se os níveis de progesterona estão baixos no início da gravidez, as chances de sofrer aborto crescem. Por outro lado, esse aumento da progesterona no organismo pode ser o responsável pelos enjoos e pela sonolência que pode ser sentida pela gestante.
Já o aumento de estrogênio, responsável pela dilatação vascular, é o que faz os seios aumentarem e também pode causar ondas de calor e ataques de rinite. Após o parto, há mais alterações hormonais. No puerpério, período que se segue logo após o nascimento do bebê, novamente ocorre queda dos níveis de estrogênio e progesterona. Com isso, o útero começa a voltar ao seu tamanho normal, diminuindo cerca de um centímetro por dia.
Na menopausa, as quedas hormonais na produção de estrogênio provocam vários desconfortos, como ondas de calor, transpiração, suores noturnos, depressão e irritabilidade. Nesse período é importantíssimo que haja acompanhamento médico e um tratamento de reposição hormonal para compensar as perdas de hormônios.

Mortalidade entre Mulheres

A principal causa de morte entre mulheres brasileiras, assim como ocorre com os homens, são as doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC. Essas doenças costumam incidir mais após a menopausa.
É preciso estar atenta, uma vez que os fatores de risco para o surgimento das doenças cardiovasculares estão muito associados à um estilo de vida pouco saudável, que incluem má alimentação, a obesidade, estresse, sedentarismo e outros agravantes, como tabagismo.
Quando falamos de neoplasias (câncer), que também são propiciadas pela obesidade, o de mama aparece em primeiro lugar como o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, seguido pelo câncer colorretal e câncer de colo de útero.
O diabetes também é outra questão preocupante. Ele é a 9ª causa de morte entre mulheres no mundo, causando 2,1 milhões de óbitos por ano. Além disso, mulheres com diabetes tipo 2 têm em média 10 vezes mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares do que as não diabéticas.
Apesar de infelizmente dados de pesquisas revelarem que as mulheres estão mais predispostas e sujeitas a vir a ter algumas doenças crônicas e endocrinopatias, todos esses diagnósticos tem tratamento e os sintomas podem ser aliviados com uma boa alimentação, sugerida por especialista, e uma prática regular de exercícios físicos. Quanto mais cedo diagnosticados, mais fácil é tratar esses quadros, por isso faça um acompanhamento de rotina e não descuide da sua saúde. Priorize sempre aquilo que vai beneficiar o seu bem-estar físico e mental

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