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Como os níveis de gordura afetam seu sangue

Como os níveis de gordura afetam seu sangue

Gordura no sangue: No mês de junho é comemorado o Dia Mundial do Doador de sangue, com destaque para a importância das doações para a manutenção dos bancos de sangue por todo o país. Porém, infelizmente, além dos baixos números de doações, os hemocentros em várias regiões do país também sofrem com um outro problema: a má qualidade do sangue coletado, que impossibilita o seu uso em transfusões.

E o pior é que um dos motivos pelo qual algumas bolsas são descartadas é o excesso de gordura presente no sangue coletado. Esse processo tem se tornado tão frequente que tem até nome. Se chama “descarte de plasma por lipemia”.

E tem se tornando frequente justamente por que reflete os padrões alimentares de boa parte das pessoas. Ou seja, é um resultado visível da má alimentação, rica em gorduras.

Quando temos uma alimentação inadequada e hábitos pouco saudáveis, nosso fígado produz colesterol “mau” (LDL) em altas quantidades, e este passa a integrar nosso sangue, o que chamamos de gordura no sangue.

 

Riscos

O excesso de gordura no sangue propicia o desenvolvimento de obesidade e aumenta o risco de aterosclerose, doença caracterizada por um processo infamatório causado pela formação de placas de gorduras nas artérias.

Consequentemente, o excesso de gordura no sangue também aumenta consideravelmente o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. E além de tudo isso, torna esse sangue, quando doado, inutilizável para transfusões. Tanto é que alguns hemocentros no Brasil estimam que cerca de 15% das doações de sangue recebidas são descartadas por lipemia.

Por isso, recomenda-se que pelos menos dois a três dias antes de realizar a doação, a pessoa faça uma dieta balanceada, pobre em gordura.

 

Verificando o nível de gordura no sangue

A forma mais eficaz de verificar como andam os níveis de gordura no sangue é através de exames de sangue de rotina, que devem ser realizados pelo menos uma vez por ano, com indicação médica e de preferência dentro de um acompanhamento médico regular desses índices.

Apesar de os valores de referência para os níveis de lipídeos (gordura) no sangue, poderem variar conforme alguns fatores, para ser considerado um percentual saudável os números devem ser de:

Nível de colesterol total menor que 5 ml por litro ou 200 miligramas por decilitro de sangue;

Nível de colesterol HDL acima de 1 ml por litro de sangue;

Nível de colesterol LDL inferior a 3 ml por litro ou 130 miligramas por decilitro de sangue;

Níveis de triglicerídeos abaixo de 1,7 ml por litro ou 150 miligramas por decilitro de sangue.

Gordura no sangue

 

Prevenindo

O excesso de gordura no sangue é causado pelos mesmos fatores que citamos quando falamos das causas do colesterol alto. Ou seja, para evitá-lo é necessário priorizar uma alimentação com baixo consumo de frituras e diminuir a ingestão de óleo e alimentos gordurosos como bacon, embutidos (mortadela, presunto, salsichas, etc) e outros.

E se você já sofre com colesterol alto, faça um controle efetivo através de dieta e com orientação médica. Assim, não estará só garantindo um sangue saudável, mas também saúde para todo o seu corpo.

Tratamento diabetes: Principais remédios utilizados no tratamento de diabetes tipo 2

Tratamento diabetes: Principais remédios utilizados no tratamento de diabetes tipo 2

7Tratamento diabetes: Apesar de a alimentação saudável, exercício e perda de peso serem a principal forma de controlar o diabetes tipo 2, em alguns casos e com o progresso da doença, pode ser necessário aliar esses hábitos ao uso de um ou mais remédios.

Como citado, o diabetes é uma doença progressiva e crônica, por isso, mesmo tendo bons hábitos alimentares e de exercícios físicos e posteriormente tomando os remédios prescritos pelo endocrinologista, com o passar do tempo pode ser preciso também tomar injeções de insulina, pois seu organismo não está fabricando insulina suficiente.

Mas nada disso é motivo para pânico, são só medidas necessárias para se adaptar à ausência ou pouca produção de insulina no seu corpo e evitar que você sofra com as consequências do diabetes.

Essa decisão, bem como o momento em que cada remédio ou as injeções de insulina devem começar a ser implementadas, devem ser conversadas e avaliadas por médico e paciente em conjunto.

No entanto, como muitas pessoas ainda desconhecem a existência e necessidade do uso dos remédios para diabetes, nesse texto explicarei um pouco mais sobre cada um deles.

Dentre os diversos remédios para diabetes tipo 2 disponíveis no mercado, há vários, de várias classes, que atuam de diversas formas no organismo. Seja ajudando no estímulo da produção de insulina, na facilidade de absorção deste hormônio ou também no atraso na absorção do açúcar.

 

 

Tratamento diabetes: Alguns exemplos de medicações para o diabetes tipo 2:

1 – Medicamentos da classe sulfonilureias
Estes medicamentos atuam estimulando as células beta do pâncreas a liberar mais insulina. Os efeitos colaterais dessa classe de medicamentos
podem ser diferentes de acordo com a dosagem e as interações com outros medicamentos que o paciente toma. Exemplos de sulfonilureias.

  • Cloropropamina;
  • Glipizida;
  • Gliburida;
  • Glimepirida.

2 – Classe de inibidores da dipeptil peptidase
Esta classe de remédios para diabetes tipos 2 ajuda a diminuir a glicose após as refeições, o que auxilia no aumento da produção de insulina. Entre os medicamentos desta classe estão:

  • Saxagliptina;
  • Sitagliptina.

3 – Biguanidas
A metformina, um tipo de biguanida, é o remédio mais comum adotado no tratamento do diabetes tipo 2. As biguanidas atuam diminuindo os níveis de glicose no sangue através da inibição da quantidade de glicose produzida pelo fígado. Elas também tornam o tecido muscular mais sensível à insulina, facilitando a absorção da glicose pelas células.

4 – Meglitinas
Meglitinas são medicamentos que, assim como as sulfonilureias, estimulam as células beta do pâncreas a liberar insulina. Este medicamento pode ser utilizado com outros medicamentos como a metformina. Exemplos de Meglitinas:

  • Repaglinida;
  • Nateglinida.

Cuidados além dos remédios
Como já sabemos, mesmo fazendo uso de medicamentos e insulina é essencial que os paciente com diabetes dê continuidade a um estilo de vida saudável, especialmente de alimentação e prática de atividades físicas. O apoio familiar e o conhecimento da doença também vão ajudar muito a lidar melhor com a doença.

Para mais informações, ou em caso de complicações, consulte seu médico especialista.

Comer doces em excesso causa diabetes?

Comer doces em excesso causa diabetes?

Doces em excesso causa diabetes? Muitas pessoas compartilham a crença de que comer muitos doces- ou consumir muito açúcar- causa o diabetes. Mas isso não é bem verdade.

Doces em excesso causa diabetes? Então, de onde surgiu essa ideia?

Bom, o diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou pela incapacidade do nosso corpo de utilizar a insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar em nosso organismo. Por isso, quando a insulina não está atuando de maneira adequada no corpo, elevam-se os níveis de açúcar no sangue.

O excesso de açúcar no sangue, que é uma consequência da causa do diabetes, leva muitas pessoas a pensarem que consumir muitos doces vai resultar na doença. Mas, como disse, isso é mito. As causas do diabetes são outras.

O principal fator que leva ao desenvolvimento da doença, no caso do diabetes tipo 1, são a destruição autoimune das células do pâncreas que produzem a insulina. Portanto, sua causa não está em nada associada ao consumo de doces.

Já o diabetes tipo 2 é, na maioria da vezes, causado por uma série de fatores como sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão. E hábitos alimentares inadequados, que, com o passar do tempo, geram uma resistência do corpo à insulina produzida. Ou seja, o organismo não consegue mais utilizar a insulina que produz, os níveis de açúcar no sangue ficam elevados e a pessoa desenvolve um quadro de diabetes.

Por isso, no caso do diabetes tipo 2, podemos até visualizar o excesso no consumo de doces como causa indireta da doença. Porque, se uma pessoa abusa do açúcar e dos doces, a tendência é que ela vá desenvolver sobrepeso ou agravar um quadro de obesidade. E assim terá fatores de risco que contribuem para o surgimento do diabetes.

Doces em excesso causa diabetes? E quem já é diabético, pode comer doces?

Essa é outra grande questão que surge quando a pessoa recebe o diagnóstico de diabetes e começa a se perguntar: ” será que não poderei mais comer doces?”

O que ocorre é que, como a produção de insulina em diabéticos é baixa ou mal utilizada, ao comer doces a pessoa pode elevar muito e subitamente os níveis de açúcar no sangue. Com isso, ela pode ter tanto complicações imediatas (crises hiperglicêmicas), quanto complicações crônicas causadas por hiperglicemia.

Por isso, é ideal que o diabético, não consuma doces. Dentro de uma dieta recomendada por um especialista, que irá eventualmente permitir que ele consuma esses alimentos sem comprometer o controle da diabetes.

É importante também estar atento às fontes de açúcar que não são tão óbvias. Muitos alimentos e bebidas, que não parecem tão doces ao serem consumidos, possuem altos níveis de açúcar em sua composição. Converse com um nutricionista para saber como identificá-los e evitá-los.

Se você tem algum fator de risco para o desenvolvimentos de diabetes, faça um acompanhamento preventivo e adeque sua alimentação para um estilo mais saudável como um todo, evitando não só doces em excesso, como também alimentos gordurosos e ultra processados.

E para um melhor controle e tratamento da diabetes, não deixe também de praticar atividades físicas com regularidade, evitar o cigarro e bebidas de álcool e fazer consultas regulares com seu endocrinologista.

Abordagens e estratégias para controlar o diabetes através da dieta

Abordagens e estratégias para controlar o diabetes através da dieta

Controlar o diabetes: A alimentação se torna uma das grandes preocupações das pessoas quando elas são diagnosticadas com diabetes.

E a recomendação para esses pacientes de seguirem uma dieta específica não é à toa, pois, em pessoas diabéticas a produção de insulina é baixa ou mal utilizada. Por isso, ao comer certos alimentos- como carboidratos, ou aqueles ricos em açúcar e frutose- em excesso, a pessoa pode elevar muito os níveis glicêmicos no sangue, e agravar seu quadro diabético.

Além disso, quando a causa do diabetes é a obesidade, a dieta e alimentação adequada é ainda mais fundamental. Uma vez que a pessoa com um quadro dessas duas doenças associadas – obesidade e diabetes- perde gordura visceral através de uma boa dieta, o organismo dela se torna também menos intolerante à insulina e, por consequência, os níveis de glicemia diminuem.

Outro ponto a se destacar é que quando falamos em “dieta”, não é o mesmo que regimes da moda, mas sim um modo de comer planejado, que deve ser orientado profissionalmente, a fim de controlar a diabetes.

Mas e quando você faz várias restrições na dieta, tira todos os doces, e mesmo assim não consegue controlar a doença?

 

 

Controlar o diabetes: Para isso, destaquei algumas dicas

 

1 – Um plano de alimentação, no caso dos diabéticos, é uma necessidade primordial para o controle e tratamento da condição.
Por isso, essas pessoas devem contar com a ajuda de um nutricionista, que poderá passar uma dieta individualizada para elas, que esteja de acordo com seu peso, sexo e idade. Sempre com o objetivo de evitar ou minimizar as flutuações extremas de glicemia, mas incluindo todos os nutrientes que essa pessoa precisa ter em sua alimentação. Dessa forma, apesar das restrições necessárias, ela não deixará de ter uma dieta prazerosa. E, com devida orientação, poderá até mesmo, eventualmente e na quantidade correta, consumir alimentos doces e com açúcar.

2 – Medir a glicemia antes e após as refeições é outra atitude que pode ajudar muito a controlar o diabetes através da dieta. Mas essa medição só deve ser feita com indicação de seu médico, por isso, converse com ele antes para confirmar se você pode e deve realizar esse controle glicêmico.

Os períodos anterior e posterior às refeições são chamados de pré e pós-prandial. Medir a glicemia nesses períodos ajuda a perceber como determinados alimentos consumidos a cada refeição podem interferir no seu nível glicêmico. Dessa forma, o paciente terá uma melhor consciência sobre o que deve mais evitar para manter o controle do diabetes.

Essa técnica também vai ajudar na recomendação da dosagem de insulina que o médico irá recomendar.

3 – Para um melhor controle do diabetes através da dieta, é ideal que os pacientes também também associem a alimentação adequada com a prática regular a de atividade físicas.

Estudos referenciados nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que exercícios físicos que aliam treinamento de resistência e aeróbicos são capazes de diminuir o nível de glicose no organismo em cerca de 0,77% após 12 semanas.

Mas é necessário que, antes de iniciar a prática, o diabético consulte o médico que poderá avaliar qual é o melhor exercício para ele, de acordo com as particularidades do seu quadro clínico.

Além de tudo isso, é necessário lembrar que o diabetes é uma doença crônica e progressiva. Por isso, o uso de remédios recomendados pelo médico pode ser necessário e é algo que vai auxiliar o controle da doença, a fim de evitar complicações.

Vale lembrar também que restrições por conta própria, especialmente no caso dos diabéticos, não são recomendáveis. O paciente não tem o conhecimento necessário para restringir sua dieta, podendo até mesmo entrar em prejuízo nutricional por conta disso.

Sempre converse antes com um especialista.

Diabetes em crianças, saiba como ocorre e por que merece atenção

Diabetes em crianças, saiba como ocorre e por que merece atenção

Diabetes em crianças: A DM (Diabetes Mellitus) é, por si só, uma doença bastante preocupante que acomete milhões de pessoas pelo mundo e pode gerar uma série de danos à saúde, como neuropatias, perda da visão, insuficiência renal e complicações vasculares. Normalmente ela já é um quadro que requer atenção, tratamento e controle pelo resto da vida e autodisciplina, mas quando falamos de DM infantil o assunto se torna ainda mais delicado.

 

Em crianças essa condição geralmente está associada ao tipo 1, quando há uma ausência crônica na produção de insulina, hormônio regulador da glicemia, pelo pâncreas. Esse tipo de diabetes não está associado a sobrepeso e é mais incomum do que o diabetes tipo 2. Ele geralmente é diagnosticado na infância e adolescência. Sendo que a maior ocorrência de óbitos por diabetes se concentra na faixa etária entre os 15 e os 19 anos.

 

diabetes

 

Conforme o IDF Diabetes Atlas, no mundo, 1,1 milhão de meninos e meninas com menos de 20 anos têm o tipo 1 da doença, e a estimativa é de que o aumento anual global de casos seja em torno de 3%. No Brasil são 95,5 mil casos, só perdemos para os Estados Unidos e a Índia em números de casos no ranking global.

 

Diabetes em crianças: Por isso é preciso atenção aos sintomas do diabetes tipo 1, que são:

  • Vontade frequente para urinar;
  • Sede excessiva;
  • Fome em excesso;
  • Perda de peso sem razão aparente;
  • Cansaço frequente;
  • Sonolência injustificável;
  • Coceira por todo o corpo;
  • Infecções frequentes, como candidíase ou infecção urinária;
  • Diminuição no ritmo de crescimento em crianças com menos de dois anos;

 

Caso haja incidência de alguns desses sintomas, deve-se buscar tratamento médico imediato.

Os pacientes com diabetes tipo 1 precisam fazer um controle da ingestão de açúcar e tratamento à base de insulina pelo resto da vida. E como isso precede disciplina e atenção diária, novamente se torna mais preocupante no caso das crianças. Por essa razão, também é essencial a supervisão e acompanhamento dos pais ou responsáveis.

Outro fator digno de preocupação são as crises hipoglicêmicas. A hipoglicemia geralmente é caracterizada por um nível glicêmico abaixo de 70 mg/dl, mas é o médico quem vai determinar os níveis glicêmicos ideais de acordo com cada paciente, que pode variar conforme seu biotipo ou alguma condição específica, como gravidez.

Em paciente com diabetes tipo 1, episódios hipoglicêmicos podem ocorrer por um descompasso entre as doses de insulinas, ingestão de alimentos e atividades físicas.

As crises hipoglicêmicas podem ser assintomáticas, mas na maioria dos casos apresenta sinais, como tremores, suor, fraqueza e irritabilidade. Podem ocorrer também episódios de hipoglicemia severa, durante a qual o paciente pode sofrer perda de consciência, convulsões ou coma. Essas situações merecem tratamento de emergência, que geralmente é feito através de terapia com glicose endovenosa ou glucagon.

Os episódios de hipoglicemia também podem acontecer durante o sono. Por esta razão o controle glicêmico é muito importante para o tratamento. Principalmente em crianças com 6 anos ou menos. Os horários e quantidade de medições ao dia devem ser indicados pelo médico.

No entanto, o tipo 1 não é o único que atinge essa faixa etária. Com o aumento de obesidade infantil, que conforme dados recentes, cresce de maneira desenfreada no Brasil, o diabetes tipo 2, que costuma alcançar mais adultos e está associado a má alimentação e maus hábitos, passou a afetar também as crianças.

A fase mais suscetível para possível surgimento do tipo 2 é durante a adolescência, especialmente na puberdade, quando a ebulição hormonal transforma o corpo. O hormônio do crescimento, que provoca o estirão, cria uma resistência periférica à insulina e aumento de peso que costuma acompanhar este período somado à fatores externos como sedentarismo e má alimentação criam um quadro favorável para o desenvolvimento da doença.

Os sintomas são semelhantes ao do tipo 1, como vontade frequente de urinar, muita sede, boca seca, visão turva e fome em excesso. Além disso os pais também devem estar atentos a mudanças de comportamentos que podem mascarar sintomas, como a criança voltar a urinar na cama, levantar-se durante a noite para beber água, não ter disposição para brincar ou realizar outras atividades que antes ela gostava, dormir demais etc.

Também é importante, em ambos os tipos de diabetes, a educação sobre a doença, para que a pequeno saiba como conviver com essas condições e gradualmente se torne responsável pelo seu controle e tratamento (principalmente no caso dos adolescentes).

Além disso, a mudança no cardápio da família a fim de incluir as necessidades do diabético é essencial, especialmente, no caso das crianças, que dependem de outras pessoas para cozinhar para elas e são muito influenciadas pelo padrão alimentar dos adultos à sua volta.

Quando possível é recomendável também o tratamento multidisciplinar com nutricionista para orientar a criança sobre opções menos açucaradas de aperitivos. o que ela pode ou não comer e em quais quantidades, principalmente quando estiver fora do ambiente familiar.

Os outros adultos que, eventualmente, são responsáveis pela criança, como professores, babás, cuidadores ou parentes devem receber todas as recomendações necessárias sobre como proceder, especialmente com crianças pequenas, em casos de crises hipoglicêmicas e na hora da alimentação e aplicação da insulina.

 

Diabetes em crianças: Ter diabetes não é empecilho para a prática de atividades físicas, ao contrário, essas são muito recomendados como prática complementar, mas assim que a criança iniciar uma rotina de exercícios, o médico deve ser consultado para que o tratamento seja adaptado ao gasto de energia.

Responsáveis e familiares, estejam atentos à incidência de sinais e sintomas por mais sutis que sejam e caso os perceba de forma sistemática e frequente, não deixe de consultar o médico especialista que o mais breve possível, para que este possa identificar o tipo de diabetes e iniciar o tratamento. A diabetes é uma doença crônica que pode trazer consequências graves. Mas o tratamento e a qualidade de vida são possíveis com o devido acompanhamento.

Descubra como manter a diabetes controlada

Descubra como manter a diabetes controlada

Como manter a diabetes controlada? Assim como ocorre com outras doenças, no diabetes, seu controle e sintomas variam de pessoa para pessoa. Por isso o tratamento também pode variar de acordo com o paciente, mas os princípios continuam os mesmos, visando corrigir a falta ou deficiência de insulina e diminuir os níveis de glicose no sangue.

Pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 precisam tomar doses de insulina prescritas pelo médico todos os dias. Além disso, é ideal que seja feito também um controle dos níveis de glicose no sangue que pode ser realizado através de medição via glicosímetro. O médico deve elaborar um cronograma para a realização destes testes em casa. Ele pode ainda definir metas relativas as taxas de glicose do paciente que o ajudarão a definir uma dieta voltada para o cumprimento daquelas metas.

O cuidado com a alimentação, buscando evitar as fontes de açúcar e carboidratos simples também é necessário quando falamos de diabetes tipo 1.

No caso de pessoas com diabetes tipo 2, a diminuição da ingestão de açúcar é super importante para o controle da doença. O paciente deve fazer uma mudança de hábitos, buscando se exercitar com regularidade, tendo uma dieta mais saudável e evitando o consumo de álcool e tabaco. Em alguns casos, para complementar o tratamento, o médico pode receitar remédios que vão controlar a glicose no sangue. Quando a combinação de mudança de estilo de vida aliada aos remédios não alcança os resultados necessários, doses diárias de insulina podem ser recomendadas, assim como nos pacientes com diabetes tipo 1. Além disso, controle dos níveis de glicose também pode ser solicitado aos diabéticos tipo 2.

Como o diabetes tipo 2 está associado à outras comorbidades como obesidades, hipertensão e colesterol alto, o tratamento desses outros fatores também é fundamental para o controle da doença. Quando o paciente com diabetes tipo 2 não apresenta resposta às opções de tratamento clínico e apresenta um quadro de obesidade, pode ser indicada a cirurgia metabólica. Nela ocorre o mesmo procedimento da cirurgia bariátrica, mas visando o controle da diabetes.

 

 

Como manter a diabetes controlada: Alimentação

Os diabéticos devem evitar os carboidratos, mesmo os complexos, que são considerados saudáveis e podem ser encontrados na aveia, batata, mandioca, arroz e outros. Mesmo esses, quando consumidos em excesso estimulam o aumento da glicemia.

Esses pacientes devem dar preferência à grãos integrais, carnes, leguminosas, frutas em geral, castanhas, amendoins e gorduras boas (encontradas no abacate, azeite de oliva e etc). Tudo isso, é claro, não deve ser levado tão ao pé da letra. Algo definitivo como: “Tenho diabetes e nunca mais vou poder comer doce”, não existe. Se a pessoa faz um bom controle da doença, ela pode sim, em determinadas ocasiões, consumir doces e carboidratos, mas sem excesso, e somente se a doença estiver controlada.

Em se tratando de bebidas alcoólicas, como já apontamos, o ideal é que sejam evitadas pelos diabéticos, mas caso a pessoa tenha dificuldades em suspender o consumo imediatamente ou quiser manter a prática socialmente, conforme a Associação Brasileira de Diabetes, alguns cuidados devem ser seguidos. São eles; não beber mais do que duas doses bebidas alcoólicas em um período de um dia, se for homem, ou uma dose, se for mulher; beber álcool apenas com comida; beber devagar; evitar bebidas açucaradas, vinhos doces ou cordiais e sempre usar uma identificação de pessoa com diabetes quando sair.

Essa recomendação de utilizar uma identificação é válida mesmo que a pessoa não beba, pois em casos de emergência, os profissionais de saúde que te atenderem, sabendo que se trata de um paciente com diabetes, saberão melhor como proceder.

diabetes

 

 

Como manter a diabetes controlada: Exercícios Físicos

A recomendação de exercícios físicos para quem é diabético não é só por que este é um hábito saudável que ajuda a manter o peso; as atividades físicas também auxiliam no controle glicêmico. Como durante os exercícios necessitamos de energia, há um gasto muito maior de glicose, o que diminui os níveis glicêmicos no sangue.

Exercícios aeróbicos como caminhada, corrida, natação e ciclismo são alguns dos quais contribuem bastante para esse controle, por exigirem energia rápida.

 

Como manter a diabetes controlada: Fatores de Risco

Sempre ressaltamos a forte associação entre a obesidade como fator de risco para o surgimento de doenças como o diabetes, mas além do excesso de peso, existem outros fatores que podem contribuir para o surgimento dessa doença, principalmente do tipo 2.

Se o paciente possui histórico de pessoas diabéticas na família, esse é um motivo de alerta. Além disso, depois dos 45 anos, também é necessário estar mais atento aos hábitos e à prevenção do diabetes, uma vez que com o avanço da idade o corpo passa a produzir menos insulina. Condições pré-existentes como colesterol alto e hipertensão também são fatores de risco, além da obesidade já citada.

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) também é um fator a qual se deve estar atendo por ser propiciante ao surgimento de diabetes. Caso a pessoa tenha algum desses pré-diagnósticos, o ideal é que busque aderir à uma dieta mais saudável e à prática de exercícios físicos, esteja atenta à possíveis sintomas de diabetes e faça um acompanhamento médico regular.

Apesar de estudos apontarem alguns fatores genéticos que propiciam o surgimento da diabetes, é fato que o estilo de vida também é decisivo na hora de se prevenir da doença.

 

Como manter a diabetes controlada: Como se prevenir

Como sabemos, o diabetes está totalmente relacionado à altos níveis de açúcar no sangue. Por isso, controlar a ingestão de doces, bebidas açucaradas, como refrigerantes, carboidratos e massas é necessário e só tem a contribuir para quem busca prevenir-se.

A prática regular de exercícios físicos também é muito positiva a fim de evitar a diabetes, principalmente se a pessoa tem gordura abdominal, que favorece a resistência à insulina.

Também é recomendável que a pessoa evite o tabagismo e a bebida em excesso. Bebidas alcoólicas costumam ser muito calóricas e favorecem o acúmulo de peso, fator de risco para diabetes tipo 2. Já o cigarro interfere no funcionamento das células do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Em todos os casos é necessária a avaliação de um especialista, que irá te acompanhar e tirar suas dúvidas.

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