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Emagrecimento definitivo é mesmo possível?

Emagrecimento definitivo é mesmo possível?

A existência ou não de um emagrecimento definitivo é uma questão complexa demais para ser respondida apenas com “sim” ou “não”.

Assim como o ganho de peso, ele vai depender de uma série de fatores .

Afinal, os motivos que levam uma pessoa a engordar são vários e complexos. Alguns exemplos de fatores que levam ao ganho de peso são: razões emocionais, psicossociais, hormonais, uso de determinados medicamentos e causas genéticas. E nada disso acontece do dia para noite. Ninguém ganha muitos quilos e se estabelece com sobrepeso de uma hora para outra. Da mesma forma, ninguém consegue emagrecer de forma adequada – e manter um emagrecimento saudável – tão rapidamente. Ambos os processos precisam de tempo.

Portanto, se uma pessoa deseja um emagrecimento definitivo, que não vai durar apenas algumas semanas ou meses, ela precisa se adaptar a esse processo e encará-lo como algo permanente.

Tudo aquilo que é estabelecido a longo prazo em nossas vidas exige manutenção e dedicação. O mesmo ocorre, por exemplo, quando você começa a treinar certos músculos. Dia após dia, você vai perceber o fortalecimento daquele músculo. Mas, se depois de alcançar os seus objetivos, você nunca mais treinar, aquele músculo vai encolher e rapidamente você irá “perder” todo o seu esforço.

Com o emagrecimento não é diferente. As chances de recuperar o peso perdido são enormes se você apenas emagrecer através de uma restrição alimentar e atividade física que não poderá manter por muito tempo.

Por isso, emagrecer definitivamente só será possível se houver comprometimento e adesão por parte do paciente. Se ele encarar uma alimentação saudável, bons hábitos e atividade física, não como sacrifícios temporários, mas como elementos que passarão a integrar sua rotina, irão trazer inúmeros benefícios à sua saúde e qualidade de vida.

Nenhum profissional será capaz de te garantir que você nunca mais vai engordar. Mas, com certeza, você conseguirá manter seu peso desejável a longo prazo com mais facilidade se tiver acompanhamento com um profissional, e comprometimento com o plano de emagrecimento que ele te recomendar.

O emagrecimento, uma vez alcançado, exige a manutenção. E essa só é possível a partir de uma reeducação alimentar, da prática de atividades físicas como um hábito rotineiro, do controle dos fatores de ganho de peso e do acompanhamento com um especialista. É ele quem poderá ajudá-lo a manter um peso saudável durante todas as fases de sua vida, independente de fatores externos.

Desvendando mitos sobre o emagrecimento definitivo

Algumas coisas que você precisa saber e que vão te ajudar na busca por um emagrecimento durável a longo prazo:

  • Não existe fórmula mágica;
  • Não é possível manter dietas restritivas e mudanças radicais a longo prazo.
  • Mudanças permanentes e novos estilos de vida são processos que demandam tempo, adaptação e paciência;
  • Você não precisa passar portudo isso sozinho, faça acompanhamento com especialistas que te ajudarão tanto no processo de emagrecimento e manutenção do peso quanto no entendimento dos fatores que te fazem engordar;
  • Você precisa continuar com a manutenção mesmo quando já tiver alcançado seu objetivo se emagrecimento. A manutenção é a chave para o emagrecimento definitivo;
  • Remédios para emagrecer não funcionam sozinhos. Eles só apresentam resultados quando aliados a atividades físicas e alimentação saudável. E somente o médico pode recomendá-los.

Se você tem um objetivo de emagrecimento, não desista, busque ajuda com profissionais, se informe e se engaje.

Vergonha de ir à academia: Você tem essa sensação?

Vergonha de ir à academia: Você tem essa sensação?

Vergonha de ir à academia: Um das principais dificuldades com a qual as pessoas precisam lidar quando iniciam um tratamento para perder peso é a prática de atividades físicas. Para quem leva uma vida sedentária, se adequar a uma rotina de exercícios pode ser um desafio. Ainda mais se a pessoa não está satisfeita com sua aparência e não gosta da exposição do corpo em um ambiente de prática de atividade física.

 

Se você se identifica com esse sentimento, então preciso te lembrar que o exercício físico praticado de forma regular, inclusive aquele praticado em academias, traz inúmeros benefícios à saúde a médio e longo prazo. Os principais são:

  • Controle da pressão sanguínea;
  • Diminuição do estresse;
  • Aumento da flexibilidade;
  • Aceleramento do metabolismo;
  • Fortalecimento da função cardiorrespiratória;
  • Fortalecimento da musculatura.

Portanto, não vale a pena deixar de aproveitar todos esses benefícios para sua saúde por um motivo subjetivo como a vergonha de ir à academia.

Não se compare com os outros. Destaquei esse e alguns outros pontos para você levar em consideração e superar essa barreira em busca de um qualidade de vida melhor.

Não se compare com os outros praticantes da academia

A academia é um espaço coletivo de busca e investimento em qualidade da saúde. Mas todos sabemos também que nesses espaços se concentram alguns praticantes que tem corpos muito bem definidos e magros, o que pode te desmotivar se você estiver sofrendo com baixa-autoestima por conta do excesso de peso.
Mas, pensando de forma objetiva em sua saúde, é preciso encarar que essas pessoas têm objetivos e corpos muito diferentes do seu e por isso alcançaram esse resultado. Além disso, provavelmente estão há muito tempo se adaptando a uma rotina de treinos que você só está iniciando agora. Por isso, não se compare, respeite seu corpo, seus limites, e foque nos seus resultados.

Vergonha de ir à academia: Pense a longo prazo

Os benefícios que você irá conquistar com a academia não irão surgir nos primeiros dias ou semanas. Mas você deve ter paciência e enfrentar as dificuldades iniciais até que esteja habituado àquela prática e espaço e comece a observar os resultados dela. Por isso tenha paciência com as dificuldades iniciais mirando nos benefícios futuros.

Vergonha de ir à academia: Evite horários de muita lotação

Se a exposição do seu corpo e a prática de exercícios diante de outras pessoas te incomoda, evite horários de muita lotação. As academias geralmente são mais cheias nos horários do inicio da manhã e noite, e mais tranquilas pela tarde. Dê preferência a esse horário.

É importante também escolher uma boa academia, com bons profissionais, formados em Educação Física, que saberão te orientar e te dar a atenção necessária para você seguir no seu tratamento.

Se de toda forma você não conseguir se adaptar à academia, pratique atividades ao ar livre. Também são ótima opções. Mas não deixe de cuidar da sua saúde por não se sentir à vontade em um primeiro momento.

Experimente também, se tiver essa possibilidade, ter companhia para se exercitar. Ou fazer aulas em grupo, que te ajudem no processo de adaptação.

E lembre-se, cuidar da saúde não é motivo de vergonha! É uma decisão importante na qual você deve se engajar.

Entenda como a obesidade se torna um fator de risco para a Covid-19 grave

Entenda como a obesidade se torna um fator de risco para a Covid-19 grave

Entenda como a obesidade se torna um fator de risco: Segundo a Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), no Brasil, mais da metade da população tem sobrepeso e a obesidade atinge um a cada cinco brasileiros. Ela é uma doença crônica que representa fator de risco para várias outras doenças como as cardiovasculares, neoplasias e diabetes.

 

Mas há ainda um outro motivo de preocupação sobre essa condição. Conforme estudos realizados por pesquisadores americanos e apresentados na Conferência Anual da Associação Norte-Americana do Coração de 2020, a obesidade é o principal fator que eleva o risco de internações e morte de jovens que são infectados pela Covid-19. De acordo com a pesquisa, adultos com obesidade grave apresentaram risco 26% maior de óbito do que pessoas com peso normal e 80% dos pacientes com menos de 50 anos hospitalizados devido à infecção pelo Covid estavam com sobrepeso ou obesidade.

 

Segundo outra pesquisa, realizada por um brasileiro e publicada na revista Obesity Research & Clinical Practice, a probabilidade de uma pessoa obesa desenvolver a forma grave da COVID-19 é alta e independe da idade, do sexo, da etnia e da existência de comorbidades. Nos estudos realizados por eles, constatou-se que 9,4% dos obesos internados em UTI evoluíram para óbito.

 

Por isso, apesar ser uma doença subestimada, a obesidade foi considerada entre a população geral, o segundo maior fator de risco para Covid-19 grave, atrás somente do fator “idade”, além de ser causa de progressão rápida da doença e aumentar o risco de internações em UTI e de morte.

 

Diante dessas evidências, o Protocolo Estadual de Infecção Humana pelo SARS-COV-2 considerou que a obesos no grau 3 do IMC estão no grupo de risco. Mas isso não exclui a necessidade de atenção para os outros níveis de obesidade, como os que estão com sobrepeso.

 

A primeira vez em que a obesidade foi apontada como um fator de risco independente para doenças contaminantes foi em 2009, com a pandemia do vírus H1N1. E novamente, com a Covid-19, ela voltou a ser considerada um fator agravante.

 

Há muitos mecanismos de atuação da obesidade que explicam por que ela tem potencial para agravar a Covid-19. Um deles é o acúmulo de gordura, principalmente entre as vísceras (órgãos e músculos internos), chamada de gordura visceral, cria um processo inflamatório constante no organismo que propicia a resistência à insulina, hipertrigliceridemia e progressão para síndrome metabólica, além de induzir doenças como diabetes, hipertensão e dislipidemias.

 

Quem sofre com alguma dessas doenças ou outras condições pré-existentes, está ainda mais pré-disposto a desenvolver a Covid grave.

 

Esse processo pró-inflamatório causado pela obesidade ocorre por que o excesso de gordura aumenta a concentração de marcadores inflamatórios circulantes, entre eles, IL-6 (interleucina 6), PCR (Proteína C-reativa), TNFα (fator de necrose tumoral) e dentre outros, que as pessoas obesas apresentam em índices elevados

 

A obesidade por si só também representa um risco, uma vez que indivíduos com essa condição apresentam uma atividade imunológica diminuída. O tecido adiposo, onde a gordura se acumula, é responsável pela produção de várias moléculas que influenciam o sistema imune (como as adipocinas pró-inflamatórias) e essas induzem o estresse oxidativo e resistência à leptina (hormônio que regula a ingestão alimentar), promovendo uma redução da atividade imune.

 

O corpo com obesidade possui uma capacidade limitada de produzir anticorpos e interferons (classe de proteínas secretada por células de defesa e essencial para inibir a replicação viral). Além disso, o tecido adiposo acaba funcionando como uma espécie de “reservatório” para o vírus, propiciando que ele permaneça por mais tempo no organismo.

 

Há estudos que apontam que os obesos têm maior tendência a desenvolver infecções secundárias e evoluir para complicações durante internações hospitalares. Lembrando que dentre os processos infecciosos, as mais frequentes são as infecções respiratórias.

 

Aliás, a respiração é outro processo no qual a obesidade interfere, o que também soma ao seu potencial de agravamento da Covid. Quando se expande, o pulmão se esforça muito para empurrar o peso do tórax de uma pessoa obesa, causando fadiga da musculatura respiratória. Também por isso, o diafragma precisa fazer uma força muito maior para vencer a pressão intra-abdominal. O excesso de gordura também faz com que a tempestade de citocinas inflamatórias desencadeada pelo Covid-19 seja ainda mais lesiva ao pulmão, por isso esses pacientes acabam em mais de muitos casos apresentando maior necessidade de ventilação mecânica.

 

Entenda como a obesidade se torna um fator de risco: Então, o que fazer?

 

Vários dados apontam que houve uma diminuição de bons hábitos durante a pandemia, tanto por conta dos locais de prática de atividade física que estão fechados e por isso elevaram o comportamento sedentário no país, quanto por conta do isolamento social que fomentou um aumento no consumo de alimentos calóricos e pouco saudáveis e uma diminuição no consumo de legumes e frutas.

 

Mas, as pessoas obesas, tendo consciência de seu fator de risco, devem redobrar a prevenção contra a Covid, seguindo as recomendações sanitárias já conhecidas de higienização e uso de máscaras. E, além disso, buscar o tratamento e auxílio médico para tratar a obesidade, a fim de sair desse grupo de risco e evitar também outras doenças que o excesso de peso pode induzir, como diabetes, infarto e doenças cardiovasculares.

 

Primeiramente é necessário fazer o diagnóstico preciso da obesidade e do seu grau conforme o índice de massa corporal (IMC). O tratamento deve ser proposto por médico especialista e seguido corretamente, apostando na reeducação alimentar e na prática de exercícios físicos que além de atuarem no controle de peso e combaterem a obesidade, também ajudam na resposta do organismo à Covid, uma vez que melhoram a capacidade cardiorrespiratória.

 

Entenda como a obesidade se torna um fator de risco: Outro aspecto importante é levar a sério o seu diagnóstico de obesidade enquanto uma doença séria que ela é, reconhecendo a necessidade e acompanhamento profissional e não apostando em regimes drásticos por conta própria.

 

Diminuir o consumo de alimentos inflamatórios, como os derivados de carnes e embutidos, linguiças e salsichas, além dos gordurosos, açucarados, ultra processados e investir em alimentos naturais é outra dica importante, não só para o controle da obesidade, como também para o aumento da imunidade contra a Covid.

 

Não se descuide e busque apoio com médico especialista.

Conheça os riscos de consumir remédios para emagrecer sem prescrição médica

Conheça os riscos de consumir remédios para emagrecer sem prescrição médica

Riscos de consumir remédios para emagrecer: A obesidade é uma doença crônica que está presente em quase metade da população brasileira, e que possui um tratamento multifatorial.

Apesar de ser um assunto polêmico, os remédios para emagrecer são muito eficazes como parte do tratamento para obesidade e outras doenças correlatas, quando prescritos por um médico especialista. O problema é que muitas dessas substâncias ainda são vendidas no Brasil de forma ilegal, sem prescrição médica, colocando em risco a saúde de quem consome.

De acordo com um relatório elaborado pela Jife (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) e divulgado pela “Organização das Nações Unidas” (ONU), os remédios para emagrecer devem ser usados, mas apenas em tratamentos médicos

Existem atualmente 3 tipos dos chamados remédios para emagrecer, que possuem modos de atuação diferentes. São eles os:

Riscos de consumir remédios para emagrecer: Supressores de apetite
Medicamentos que atuam diretamente no sistema nervoso aumentando a liberação de dopamina e noradrenalina, tendo como consequência a redução do sono e do apetite.

Riscos de consumir remédios para emagrecer: Anorexígenos
Essa classe de medicamentos busca induzir a anorexia, além de aumentar o metabolismo.

Riscos de consumir remédios para emagrecer: Bloqueadores de gordura
Esses medicamentos impedem a ação das enzimas lipases, que são responsáveis pela quebra de gordura. Eles impedem que a gordura seja absorvida, fazendo com que elas sejam eliminadas diretamente pelas fezes.

No entanto, todos esses remédios são apenas parte de um tratamento complexo, cujo elemento principal é a adoção de uma dieta balanceada e exercícios físicos, ou seja, a perda de peso é a consequência desses hábitos a serem adotados. E, como a obesidade é uma doença crônica muito associada a fatores emocionais e psicológicos, também é necessário tratar essas causas associadas durante o tratamento para redução de peso.

Quando são indicados?

Os remédios, assim como medidas mais invasivas, como as cirurgias bariátricas, apenas se tornam uma opção quando a pessoa possui um IMC (índice de Massa Corpórea) superior a 30, por conseguinte, não responde bem às mudanças de hábitos propostas no tratamento, ou quando ela possui um quadro específico que limita sua perda de peso, como outras doenças.

Pessoas com IMC superior a 27 e alguma doença associada, como diabetes, por exemplo, os remédios também podem ser receitados

E tudo isso só pode ser analisado e considerado a partir da avaliação de um médico endocrinologista ou médico nutrólogo. Por esta razão, o remédio não pode ser consumido por conta própria e sem orientação, até mesmo porque, sem a reeducação alimentar e a prática de atividades físicas, eles não vão apresentar resultados a longo prazo.

Para prescrever essas substâncias com segurança, o médico também precisa analisar o histórico familiar e de saúde, as condições pré-existentes do paciente e outros fatores que a própria pessoa não teria condições de analisar sozinha.

Além dessas questões, existem alguns riscos associados ao uso dessas medicações sem a perícia médica, que são.

riscos de consumir remédios para emagrecer

 

1) Dependência
Quando usados além das doses recomendáveis, essas medicações, por serem de uso controlado, podem causar dependência ao paciente. Pessoas que têm acesso a essas substâncias e tendem a aumentar seu consumo em busca de resultados mais rápidos e drásticos estão mais propensas ao risco em questão.

2) Tolerância
O organismo tende a desenvolver tolerância aos remédios para emagrecer quando estes são usados indiscriminadamente e por muito tempo, isto é, eles perdem o efeito, e por isso não podem ser a única fonte de tratamento para perda peso e, é necessário estar inserido num contexto de mudanças de hábitos, prática de exercícios físicos e dieta balanceada.

3) Efeitos colaterais
Todo medicamento controlado pode oferecer, em alguma medida, efeitos colaterais. Por isso o médico, analisando o seu quadro clínico específico, seu biotipo e outras particularidades, vai receitar um que tem menos chances de te causar efeitos colaterais, E se vocês durante o tratamento observarem que o medicamento escolhido tem causado alguma reação, podem trocar. Mas se a pessoa não tem esse acompanhamento com o especialista, ela corre mais risco de sofrer efeitos colaterais indesejados, ainda mais dependendo da origem dessas substâncias sem receita, não possuem garantia de serem seguras.

Alguns dos efeitos colaterais que alguns desses medicamentos podem oferecer (dependendo do tipo) quando consumidos sem orientação médica são:

  • Agitação;
  • Taquicardia;
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de boca seca;
  • Ansiedade;
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Insônia;
  • Enjoo;
  • Sonolência.

Suplementos Emagrecedores.
Pelo fato do acesso aos remédios controlados para emagrecer ser restrito (como deve ser realmente), muitas pessoas que buscam um modo “fácil” de emagrecer acabam recorrendo aos suplementos emagrecedores que não necessitam de receita.

A questão é que esses, isoladamente, não possuem praticamente nenhum efeito.

Se analisarmos a maioria desses suplementos presentes no mercado, vamos reparar que eles exploram um ingrediente inovador e revolucionário como Goji Berry, Cártamo, Cúrcuma, Moringa etc. Essa é uma estratégia de marketing comum da indústria de suplementos justamente porque parece que algo novo chegou para te ajudar. Mas nenhuma proteína, mineral ou elemento, por mais que possua propriedades antioxidantes ou por mais saudável que seja, tem capacidade de fazer emagrecer por si só, de forma isolada, sem estar atrelado com atividades físicas e uma boa alimentação.

Já os suplementos energizantes como os feito à base de cafeína e guaraná são recomendados para quem tem um grande gasto de energia, como atletas e quem pratica atividades físicas. Por essa razão também precisa ser associado à essas práticas.

mas é importante lembrar que, mesmo esses suplementos fitoterápicos, é mister que sejam indicados por um especialista conforme a necessidade do paciente.

O ponto chave dessa discussão polêmica sobre remédios para emagrecer é que não existe fórmula mágica, os bons hábitos são a melhor solução e, em relação os remédios, estes são incumbência do médico, que irá analisar quadro a quadro para considerar a possibilidade de recomendá-lo ao paciente.

Por isso não coloque sua saúde em risco consumindo substâncias de procedência duvidosa e sem orientação, sempre consulte um especialista.

A importância da atividade física no tratamento da obesidade

A importância da atividade física no tratamento da obesidade

Obesidade

Juntamente com escolhas alimentares mais saudáveis, a prática de atividades físicas está na base do tratamento e prevenção da obesidade. Além de ser a maneira mais completa de se perder calorias, a prática de atividades físicas tende a fazer a pessoa se sentir melhor, por conta da liberação de hormônios que ocorre durante os exercícios.

Alguns desses hormônios liberados que contribuem para o bem estar são:

  • SOMATOTROFINA:
    O corpo libera altas concentrações de somatotrofina no sangue quando a pessoa pratica exercícios de alta intensidade. Esse hormônio é responsável por estimular diretamente a queima de gordura, além de incentivar o crescimento dos tecidos, cartilagem e ossos e fortalecimento dos ligamentos e tendões.
  • ENDORFINA
    A endorfina atua como analgésico e estimulante para o corpo. Ela diminui as dores musculares, alivia o estresse e a ansiedade e causa a sensação de prazer e euforia durante o exercício. Esse hormônio é liberado através de uma prática regular de exercícios de intensidade leve a moderada com pelo menos 30 minutos de duração.
  • LEPTINA
    A leptina é o hormônio responsável pela sensação de saciedade. Ela regula nosso apetite e estimula o uso da gordura corporal acumulada como combustível para o corpo. Ter um hábito regular de atividades físicas ajuda nosso organismo a elevar os níveis de leptina a longo prazo.
  • SEROTONINA
    A serotonina tem um princípio de atuação semelhante ao da endorfina, diminuindo nossa sensibilidade a dor, regulando nosso sono, diminuindo a tensão e promovendo uma sensação geral de bem-estar. Sua liberação também é estimulada a partir de exercícios frequentes.

O paciente com quadro de obesidade, que muitas vezes busca a sensação de alívio e prazer na comida, ao adquirir o hábito e a prática de atividades físicas, vai perceber que esses exercícios geram uma sensação de bem estar que diminui a necessidade de buscar compensação através da comida.
Justamente por isso, no tratamento de depressão, transtorno que está associado à obesidade, as atividades físicas também são muito recomendadas. Até mesmo por que, quanto melhor o paciente se sente, maiores são as chances de ele seguir com o tratamento para obesidade e obter sucesso.

Inclusive, durante os exercícios, o corpo, através do suor, libera toxinas que ajudam o organismo a se livrar de substâncias tóxicas e inflamatórias. É necessário que o paciente com obesidade consulte um especialista para avaliar qual tipo de exercício físico e em qual intensidade é mais indicado para seu corpo, e também é ideal que ele tenha um acompanhamento adequado durante a prática. Conforme estudos, se o paciente começa uma atividade física em grupo, ou com um profissional que o faça se sentir acolhido, as chances de durabilidade daquela atividade são maiores. É necessário lembrar também que uma prática sem orientação pode trazer prejuízos e até mesmo machucar o paciente, principalmente se ele tiver alguma outra doença ou comorbidade associada.

 

Principais benefícios associados a cada atividade física

  • NATAÇÃO

A natação é uma das práticas mais completas. Ela é uma atividade aeróbica, que queima muitas calorias e não tem impacto, ou seja, oferece menos riscos para as articulações e ossos, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória. A natação pode ser praticada por pessoas de todas as idades. Além disso, a água reduz o peso sobre as articulações, favorecendo aulas mais longas e maior queima de calorias.

Podemos destacar também que para pessoa com problemas respiratórios, a natação é uma ótima opção, especialmente porque a obesidade está relacionada a maior incidência desses quadros, como apneia do sono.

  • CICLISMO

O ciclismo é uma atividade aeróbica, que utiliza a gordura como fonte de energia para o corpo após um tempo de atividade e por isso é muito recomendado para quem faz tratamento para obesidade e precisa perder peso. Assim como em todos os outros esportes que a pessoa se propor a fazer, é necessário ter um bom acompanhamento e equipamentos corretos.

  • CAMINHADA

Embora seja bastante subestimada, a caminhada pode auxiliar muito no tratamento da obesidade, além de ser acessível e não ter custo, a prática diária e regular desse exercício durante, pelo menos, uma hora pode, além de queimar calorias, diminuir a gordura abdominal, melhorar a capacidade respiratória, prevenir a osteoporose e diabetes, melhorar a disposição no dia a dia, controlar a pressão arterial, prevenir a depressão e melhorar a qualidade do sono.

Outros exercícios aeróbicos, como dança, também podem ser praticados, o importante é conciliar um exercício que vai atuar eficientemente na perda de peso e ao mesmo tempo seja compatível e prazeroso ao paciente, sem descuidar da análise de seu quadro clínico por um médico e orientação de um profissional de educação física na hora de se exercitar.

 

A importância do alongamento e aquecimento

O excesso de peso sobrecarrega as articulações, o que faz com que a pessoa demore mais para se acostumar com os movimentos, por isso é ainda mais importante para pessoas que têm obesidade fazerem uma sessão de alongamento e aquecimento antes de começarem a se exercitar. Essas atividades físicas devem ser levadas a sério e entendidas como parte do tratamento, o médico também pode solicitar uma intensidade maior de exercícios conforme a pessoa estiver mais acostumada, a fim de se alcançar a perda de peso necessária. Também é preciso destacar que embora muitos pacientes sofram com baixa autoestima e não se sintam à vontade para praticar exercícios perto de outras pessoas, sempre há boas opções, e deve-se priorizar o seu bem-estar e aquilo que beneficiará a sua saúde em primeiro lugar, lembrando também que há vários estudos que indicam os exercícios físicos como promotores de uma melhora na autoestima e na autoimagem.

Como já destacamos, é fundamental que haja uma combinação dessas atividades com uma alimentação equilibrada. Se a pessoa consome muitos alimentos processados e gordurosos, sem todos os nutrientes necessários e que oferecem saciedade momentânea, dificilmente sentirá energia para praticar exercícios. Por isso, deve haver essa integração durante o tratamento entre alimentação, exercícios, saúde mental e acompanhamento médico, para que se obtenham os melhores resultados.

Em caso de dúvidas, consulte um médico especialista.

 

Entenda como é realizado o tratamento para obesidade

Entenda como é realizado o tratamento para obesidade

Tratamento para obesidade

O tratamento para obesidade começa com o diagnóstico que pode ser feito a partir do cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC) e através de exames clínicos complementares solicitados pelo médico. Conforme a tabela do IMC, quando o resultado final do cálculo estiver entre 25 e 29,9, é classificado como sobrepeso. Quando for de 30 a 34, é obesidade grau 1, entre 35 e 40, grau 2 e acima desse valor, grau 3.

No entanto, o IMC não leva em consideração fatores como genética, histórico familiar e biotipos específicos. Por isso já há outros exames que podem ser pedidos para complementar o diagnóstico de obesidade, como os que medem o índice de gordura corporal, como a análise de composição corporal por bioimpedância.

Todas essas condições, bem como fatores emocionais e ambientais, e a evolução do peso do paciente, devem ser avaliadas durante um check-up para compor um diagnóstico preciso de obesidade. Além de ser fator de risco para diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, a obesidade está associada ainda a doenças que poucas pessoas imaginam, como câncer e transtornos psiquiátricos.

A relação entre obesidade e depressão já havia sido percebida há muito tempo por médicos cientistas, e recentemente estudos têm apontado que um índice de massa corporal (IMC) maior pode predispor o transtorno psiquiátrico.

No caso do câncer, o que ocorre é que o excesso de tecido adiposo (gordura) coloca o corpo em um estágio infamatório constante, essa inflamação aumenta a formação de vasos sanguíneos, essenciais para o crescimento de tumores. Em mulheres com obesidade, existe um risco maior de desenvolver câncer de mama e em homens, tumores colorretais.

Pessoas que sofrem com obesidade também estão mais propensas a ter doenças respiratórias e a responder de forma mais grave à elas. O estado inflamatório do corpo causado pela obesidade pode inflamar as vias aéreas, causando e agravando doenças como asma. A obesidade também interfere na resposta do sistema imune do corpo, por isso é considerada um grande fator de risco para a manifestação da forma mais grave da Covid-19.

Uma vez diagnosticada com obesidade, a pessoa deve estar ciente de que a tentativa de reversão do quadro sozinha, sem acompanhamento com especialista não tende a dar resultados. Por isso, deve-se elaborar um plano de mudança de hábitos junto ao médico; as mudanças nos hábitos alimentares, exercícios físicos e medicamentos são a base do tratamento.

Além disso, o tratamento para obesidade também costuma ser composto por uma equipe multidisciplinar, que deve elaborar um plano de reeducação alimentar, além de tratar os possíveis fatores emocionais e hormonais que podem estar causando ou colaborando para o agravamento da ansiedade.
Fazer escolhas alimentares mais saudáveis, estar preparado para evitar alimentos que contribuem para o ganho de peso e adquirir uma prática de exercícios físicos constante não é um processo rápido, é necessário ter paciência e apresentar as dificuldades sentidas ao médico para que ele saiba como melhor proceder com o tratamento.

Em todos os casos de obesidade há indicação de uso de algum tipo de medicamento, a depender do caso especifico. Os medicamentos são indicados para pacientes com IMC superior a 30kg/m2, IMC superior a 27kg/m2, com outras doenças relacionadas, como diabetes, colesterol elevado, pressão alta e outras comorbidades.

Se mesmo a combinação de mudança de hábitos e tratamento com remédios não apresentarem resultados, o especialista pode sugerir a cirurgia bariátrica.
A cirurgia é indicada apenas para pacientes com IMC maior ou igual a 40 ou entre 35 e 40 com complicações relacionadas, como hipertensão e diabetes. Nesses casos a cirurgia é indicada por que outras opções de tratamento não tiveram êxito e por que a gordura corporal tem propiciado outras doenças relacionadas.

Vale destacar que após a cirurgia o tratamento continua, a perda de peso não é sinônimo de cura para obesidade, e se não houver acompanhamento e não forem tratadas as possíveis causas emocionais por trás da doença, é muito provável que o paciente recupere todo o peso perdido com cirurgia.

Para não desistir ao longo do tratamento, é recomendável que o paciente escolha um exercício físico que goste, estabeleça metas semanais de perda de peso e registre seu progresso através de fotos ou vídeos. Se ele sentir muita dificuldade em seguir com a dieta pode também conversar com o médico e a nutricionista e pedir ajustes.

Os perigos da gordura Abdominal

Quando se fala em obesidade, muitas pessoas tendem a focar somente no fator peso, o que nem todo mundo sabe, é que mesmo que você não esteja tão mal na balança, a gordura localizada no abdômen pode ser motivo de preocupação. O acúmulo nessa região representa diversos riscos para a saúde, principalmente se for do tipo visceral, que fica situada anterior aos músculos e entre os órgãos da barriga.

A gordura abdominal é um fator de risco para diabetes, uma vez que está associada à resistência do corpo, à insulina e ao aumento dos níveis glicêmicos. A alta quantidade de gordura circulante pode provocar ainda obstrução dos vasos sanguíneos, o que faz com que a gordura abdominal também seja um grande fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

Para saber se a gordura abdominal está comprometendo a saúde, deve-se medir a circunferência da cintura. O ideal é que não passe de 80 cm em mulheres e 90 cm em homens.

Tratamento para Obesidade Infantil.

Conforme o IBGE, uma em cada três crianças no Brasil está pesando mais que o recomendado. Com as crianças, o tratamento vai depender muito da alimentação adotada pelos pais ou familiares com quem ela mora e também da disciplina e incentivo deles. Para cada faixa etária e gênero deve haver uma abordagem diferente, analisando quais fatores estão favorecendo o excesso de peso na criança. Mas o tratamento consiste nas mesmas indicações dadas para casos de obesidade em adultos, com exceção dos medicamentos. Uma alimentação saudável, rica em frutas e alimentos integrais e pobre em alimentos saturados, bolachas, salgadinhos e outros.

Também escolher uma atividade física que a criança goste de praticar e incentivá-la é essencial.