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Conheça os riscos de consumir remédios para emagrecer sem prescrição médica

Conheça os riscos de consumir remédios para emagrecer sem prescrição médica

Riscos de consumir remédios para emagrecer: A obesidade é uma doença crônica que está presente em quase metade da população brasileira, e que possui um tratamento multifatorial.

Apesar de ser um assunto polêmico, os remédios para emagrecer são muito eficazes como parte do tratamento para obesidade e outras doenças correlatas, quando prescritos por um médico especialista. O problema é que muitas dessas substâncias ainda são vendidas no Brasil de forma ilegal, sem prescrição médica, colocando em risco a saúde de quem consome.

De acordo com um relatório elaborado pela Jife (Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes) e divulgado pela “Organização das Nações Unidas” (ONU), os remédios para emagrecer devem ser usados, mas apenas em tratamentos médicos

Existem atualmente 3 tipos dos chamados remédios para emagrecer, que possuem modos de atuação diferentes. São eles os:

Riscos de consumir remédios para emagrecer: Supressores de apetite
Medicamentos que atuam diretamente no sistema nervoso aumentando a liberação de dopamina e noradrenalina, tendo como consequência a redução do sono e do apetite.

Riscos de consumir remédios para emagrecer: Anorexígenos
Essa classe de medicamentos busca induzir a anorexia, além de aumentar o metabolismo.

Riscos de consumir remédios para emagrecer: Bloqueadores de gordura
Esses medicamentos impedem a ação das enzimas lipases, que são responsáveis pela quebra de gordura. Eles impedem que a gordura seja absorvida, fazendo com que elas sejam eliminadas diretamente pelas fezes.

No entanto, todos esses remédios são apenas parte de um tratamento complexo, cujo elemento principal é a adoção de uma dieta balanceada e exercícios físicos, ou seja, a perda de peso é a consequência desses hábitos a serem adotados. E, como a obesidade é uma doença crônica muito associada a fatores emocionais e psicológicos, também é necessário tratar essas causas associadas durante o tratamento para redução de peso.

Quando são indicados?

Os remédios, assim como medidas mais invasivas, como as cirurgias bariátricas, apenas se tornam uma opção quando a pessoa possui um IMC (índice de Massa Corpórea) superior a 30, por conseguinte, não responde bem às mudanças de hábitos propostas no tratamento, ou quando ela possui um quadro específico que limita sua perda de peso, como outras doenças.

Pessoas com IMC superior a 27 e alguma doença associada, como diabetes, por exemplo, os remédios também podem ser receitados

E tudo isso só pode ser analisado e considerado a partir da avaliação de um médico endocrinologista ou médico nutrólogo. Por esta razão, o remédio não pode ser consumido por conta própria e sem orientação, até mesmo porque, sem a reeducação alimentar e a prática de atividades físicas, eles não vão apresentar resultados a longo prazo.

Para prescrever essas substâncias com segurança, o médico também precisa analisar o histórico familiar e de saúde, as condições pré-existentes do paciente e outros fatores que a própria pessoa não teria condições de analisar sozinha.

Além dessas questões, existem alguns riscos associados ao uso dessas medicações sem a perícia médica, que são.

riscos de consumir remédios para emagrecer

 

1) Dependência
Quando usados além das doses recomendáveis, essas medicações, por serem de uso controlado, podem causar dependência ao paciente. Pessoas que têm acesso a essas substâncias e tendem a aumentar seu consumo em busca de resultados mais rápidos e drásticos estão mais propensas ao risco em questão.

2) Tolerância
O organismo tende a desenvolver tolerância aos remédios para emagrecer quando estes são usados indiscriminadamente e por muito tempo, isto é, eles perdem o efeito, e por isso não podem ser a única fonte de tratamento para perda peso e, é necessário estar inserido num contexto de mudanças de hábitos, prática de exercícios físicos e dieta balanceada.

3) Efeitos colaterais
Todo medicamento controlado pode oferecer, em alguma medida, efeitos colaterais. Por isso o médico, analisando o seu quadro clínico específico, seu biotipo e outras particularidades, vai receitar um que tem menos chances de te causar efeitos colaterais, E se vocês durante o tratamento observarem que o medicamento escolhido tem causado alguma reação, podem trocar. Mas se a pessoa não tem esse acompanhamento com o especialista, ela corre mais risco de sofrer efeitos colaterais indesejados, ainda mais dependendo da origem dessas substâncias sem receita, não possuem garantia de serem seguras.

Alguns dos efeitos colaterais que alguns desses medicamentos podem oferecer (dependendo do tipo) quando consumidos sem orientação médica são:

  • Agitação;
  • Taquicardia;
  • Dor de cabeça;
  • Sensação de boca seca;
  • Ansiedade;
  • Prisão de ventre ou diarreia;
  • Insônia;
  • Enjoo;
  • Sonolência.

Suplementos Emagrecedores.
Pelo fato do acesso aos remédios controlados para emagrecer ser restrito (como deve ser realmente), muitas pessoas que buscam um modo “fácil” de emagrecer acabam recorrendo aos suplementos emagrecedores que não necessitam de receita.

A questão é que esses, isoladamente, não possuem praticamente nenhum efeito.

Se analisarmos a maioria desses suplementos presentes no mercado, vamos reparar que eles exploram um ingrediente inovador e revolucionário como Goji Berry, Cártamo, Cúrcuma, Moringa etc. Essa é uma estratégia de marketing comum da indústria de suplementos justamente porque parece que algo novo chegou para te ajudar. Mas nenhuma proteína, mineral ou elemento, por mais que possua propriedades antioxidantes ou por mais saudável que seja, tem capacidade de fazer emagrecer por si só, de forma isolada, sem estar atrelado com atividades físicas e uma boa alimentação.

Já os suplementos energizantes como os feito à base de cafeína e guaraná são recomendados para quem tem um grande gasto de energia, como atletas e quem pratica atividades físicas. Por essa razão também precisa ser associado à essas práticas.

mas é importante lembrar que, mesmo esses suplementos fitoterápicos, é mister que sejam indicados por um especialista conforme a necessidade do paciente.

O ponto chave dessa discussão polêmica sobre remédios para emagrecer é que não existe fórmula mágica, os bons hábitos são a melhor solução e, em relação os remédios, estes são incumbência do médico, que irá analisar quadro a quadro para considerar a possibilidade de recomendá-lo ao paciente.

Por isso não coloque sua saúde em risco consumindo substâncias de procedência duvidosa e sem orientação, sempre consulte um especialista.

Vitaminas Lipossolúveis são do bem ou do mal?

Vitaminas Lipossolúveis são do bem ou do mal?

As vitaminas são substâncias muito importantes na manutenção de nossa saúde, pois tanto a deficiência de determinada vitamina pode levar a quadros patológicos-doenças, quanto excesso também pode levar a vários prejuízos a nossa saúde.

Portanto, as vitaminas são substâncias que só devem ser suplementadas se forem verificadas a deficiência das mesmas, seja por sinais e sintomas apresentados pelo indivíduo ou por dosagem no sangue.

Vamos falar um pouco das vitaminas lipossolúveis que são a Vitaminas A, D, K e E, analisando a importância das mesmas, fontes alimentares, toxicidade entre outras.

 

Vitamina A

A vitamina A – retinoides – refere-se a três compostos pré-formados, o retinol, retinal ou retinaldeído e ácido retinóico, que são encontradas em alimentos de origem animal. E temos ainda, um grupo de compostos provenientes dos vegetais, os carotenoides, que produzem retinoides (vitamina A) quando metabolizados em nosso corpo. Contudo, apenas alguns carotenoides possuem atividade de vitamina A, e o mais importante é o Beta caroteno.

As principais fontes de vitamina A são: fígado, manteiga, queijo, óleo de fígado de peixe, leite integral enriquecido, gema de ovo e vegetais com folhas amarelas e verde-escuras.

Essa vitamina é importante para o crescimento/desenvolvimento normal, saúde dos tecidos que revestem nosso corpo como a pele, funcionamento normal do sistema imune, visão noturna, ajuda na formação do osso, dos dentes e funciona como antioxidante.

Sua deficiência pode levar a ressecamento da pele, maior risco de infecções, aumento do risco de aborto, má formação fetal, retardo do crescimento intrauterino e muitas outras.

No entanto, é tóxica em grandes quantidades, podendo levar a dores nos ossos e fragilidade, pele seca, unhas quebradiças, queda de cabelo, inflamação nas gengivas, perda do apetite, irritabilidade, fadiga, problemas no fígado entre outras.

Há trabalhos bem delineados em que foi evidenciado que a suplementação de vitamina A em indivíduos com câncer de estômago e intestino morreram mais e houve aumento do risco e mortalidade de câncer de pulmão em quem fuma.

 

Vitamina E

A vitamina E são os tocoferóis e tocotrienóis. São encontras principalmente no germe de trigo, amêndoas, avelãs, vegetais de folhas verdes, óleos vegetais, laticínios, gema de ovo e nozes.

É um antioxidante forte, inativando os radicais livres, melhorando nossa saúde e prevenindo diversas doenças.

A deficiência pode levar a perda de reflexos tendíneos profundos, prejuízo da sensação vibratória, alterações no equilíbrio e coordenação, fraqueza muscular e distúrbios visuais.

A vitamina E é pouco tóxica, no entanto o excesso da mesma pode prejudicar o organismo de aproveitar as outras vitaminas lipossolúveis e também  pode levar a prejuízo na saúde óssea e na coagulação, podendo levar a sangramentos.

 

Vitamina K

A vitamina K – filoquinona (K1) – origem vegetal, menaquinona (K2) – sintetizada pelas bactérias intestinais e menadiona (K3) – composto sintético, é essencial na síntese de diversos fatores de coagulação, responsáveis pela coagulação do sangue, assim sua deficiência pode levar a hemorragias.  E contribui na formação do osso.

Encontrada nos alimentos: fígado, vegetais folhosos, folhas verdes, óleos vegetais, farelo de trigo e é sintetizada por bactérias do intestino.

Quanto a toxicidade, somente o excesso de menadiona pode levar a anemia hemolítica.

 

Vitamina D

Na verdade, não deveria ser classificada como sendo uma vitamina, mas sim um pró hormônio ou hormônio.  E dada a importância da mesma, escrevi um texto a parte falando somente sobre a mesma, verifique CLICANDO AQUI.

 

CONCLUSÃO

Deve se ter muita cautela na suplementação de vitaminas, pois o excesso das mesmas pode levar a sérios prejuízos a nossa saúde.

A melhor fonte desses nutrientes são os alimentos. A alimentação, com alimentos mais diversificados possíveis, consegue suprir à quantidade necessária de vitaminas de qualquer indivíduo saudável.

Vitamina D, devemos suplementar?

Vitamina D, devemos suplementar?

Sofremos hoje uma epidemia de hipovitaminose D (deficiência de vitamina D na população), e há diversas teorias que explicam a causa, mas a mais plausível talvez seja que após a urbanização o homem esteja menos exposto aos raios solares.

A maior parte da vitamina D é sintetizada na pele por estimulo dos raios solares, e apenas 10 a 20% da quantidade diária adequada ao bom funcionamento do organismo provém da dieta, e as principais fontes de vitamina D alimentar são de origem animal (peixes gordurosos de água fria e profunda como atum, salmão, sardinha, cavala e óleo de fígado de bacalhau) e de origem vegetal, presente nos fungos comestíveis (cogumelos frescos e secos ao sol).

Quanto ao salmão, devemos ressaltar que o de cativeiro, que representa a grande maioria do salmão que consumimos, não tem a mesma quantidade de vitamina D que os que vem do mar, de águas frias e profundas, pois nessas águas os peixes comem zooplânctons e fitoplânctons que são ricos em vitamina D. Os de cativeiro não. A menos que a ração dos peixes de cativeiro sejam enriquecidas com vitaminaD.

Percebe-se então, que nossa alimentação pode ser muito pobre em vitamina D, não conseguindo suprir nossas necessidades.

E além da dieta, a obesidade, exposição solar, atividade física, idade, estado nutricional, lactantes (principalmente as de pele escura e multíparas), cor da pele e a medicação influenciam nos níveis de vitamina D no sangue. E mais, portadores de doença renal crônica e pacientes que se submeteram a cirurgia bariátrica tem maior risco de deficiência da vitamina D.

Importante dizer que a deficiência de vitamina D, se confirmado em novos estudos, poderá ser também fator de risco para muitas doenças crônicas como as cardiovasculares, doenças auto-imunes, síndrome metabólica, câncer, entre outras.
      

Essa vitamina é fundamental para a saúde óssea, portanto não resta dúvida que após a dosagem no sangue da vitamina, se os seus níveis estiverem baixos a mesma deve ser suplementada através de comprimidos ou cápsulas ou gotas.

 

Abaixo, vai um texto mais aprofundado sobre o assunto, uma revisão de literatura, que talvez seja mais interessante para nossos colegas da área de saúde que ainda apresentam dúvidas sobre o tema.

 

TEXTO PERSONALIZADO