fbpx
Tireoidectomia: Quando é indicada a cirurgia de tireoide?

Tireoidectomia: Quando é indicada a cirurgia de tireoide?

Tireoidectomia é o nome dado à técnica de retirada da tireoide. Esta é a glândula responsável por secretar hormônios que regulam nosso metabolismo e funções fisiológicas. Inclusive, esse procedimento é o principal adotado no tratamento de câncer de tireoide. Além de ser o único capaz de possibilitar a cura da doença.

 

Mas você sabia que não existem apenas um tipo de cirurgia de tireoide? Na realidade, há três modalidades de tireoidectomia. São elas:

  • Tireoidectomia Total

A tireoidectomia total é mais comum. Nela é a retirada da glândula inteira. Esse é um procedimento indicado principalmente para tumores grandes. Maiores que 4cm e que afetaram os linfonodos ao redor. Após a tireoidectomia total, o paciente obrigatoriamente necessitará fazer a reposição hormonal

  • Tireoidectomia Parcial (Lobectomia)

Esse procedimento consiste na retirada parcial da glândula tireoide. O lobo é removido juntamente com o istmo nessa operação. Cânceres do tipo papilífero e folicular geralmente requerem a utilização dessa técnica. Ela também é adotada quando os tumores são menores que 4cm e não comprometem os linfonodos ao redor. Além disso, a vantagem da remoção parcial é que nem sempre o paciente vai precisar fazer reposição hormonal dos hormônios tireoidianos.

  • Esvaziamento Cervical

São retirados, junto com a tireoide na tireoidectomia, os linfonodos próximos da glândula quando o câncer também os afeta. Essa técnica é especialmente utilizada se o câncer for do tipo medular ou anaplástico.

Outras Indicações da Tireoidectomia

Também é indicada cirurgia de tireoide nas seguintes situações, além do tratamento para câncer.

  • Bócio com sintomas compressivos:

O bócio é um aumento benigno da glândula tireoide. Porém, dependendo do tamanho, ele pode causar dificuldade para engolir, rouquidão e falta de ar. Assim como incomodo estético na região do pescoço (“papo” visível). Nessas situações, a indicação pode ser de tireoidectomia.

  • Hipertireoidismo

O tratamento para hipertireoidismo (distúrbio no qual a glândula da tireoide secreta hormônios em excesso) é feito na maioria das vezes a partir de medicamentos. Mas em alguns casos esse tratamento convencional não surte efeito. Assim tireoidectomia se torna uma opção. Da mesma forma ocorre quando o paciente desenvolve reações adversas aos remédios.

  • Estética

Também pode se desenvolver um nódulo benigno no istmo, “meio” da tireoide que une os dois lobos. Na maioria dos quadros, os nódulos benignos não necessitam ser retirados, pois não são cancerígenos. Mas quando eles surgem no istmo, rapidamente se tornam visíveis e causam desconforto estético. Inclusive, as mulheres percebem mais esse prejuízo estético, por sua similaridade com o “gogó” masculino. Nesses casos, o paciente pode optar pela tireoidectomia, ciente dos riscos da cirurgia.

  • Risco de câncer

Quando há um nódulo na tireoide, a punção pode não deixar claro se o nódulo é benigno ou maligno. Ou pode indicar maior probabilidade de ele ser maligno. Nesse quadro específico, também é sugerido a tireoidectomia. Pois ela é forma de confirmar o diagnóstico e prevenir que o possível câncer se desenvolva mais.

Tireoidectomia

 

Como é realizada

A tireoidectomia dura em média 2 horas e é feita com anestesia geral a partir de um corte no pescoço de 3 a 15 cm. Através dele, permite ao médico observar e retirar a tireoide.

 

Pós-operatório da tireoidectomia

Esse é um procedimento delicado, uma vez que a glândula tireoide está localizada na região inferior do pescoço, próxima à nervos e artérias. Mesmo assim, não é uma cirurgia que costuma apresentar complicações.
Apesar disso, o paciente pode sofrer com alguns sintomas pós-operatórios como:

  • Hipocalcemia:

Toda pessoa possui quatro glândulas paratireoides, localizadas próximas da tireoide. Elas produzem o paratormônio que controla os níveis de cálcio no sangue.

Um quadro de hipocalcemia ocorre quando essas glândulas não são preservadas no decorrer da cirurgia. Já a Hipocalcemia é uma queda dos níveis de cálcio no sangue que causa sintomas como câimbras, dormências e formigamentos. Bem como agitação, contrações involuntárias e desmaios. Esses sintomas podem aparecer nos primeiros dias após a tireoidectomia.

  • Alterações na voz e rouquidão:

Em ambos os lados da tireoide passam dois nervos que afetam a fala; o nervo laríngeo recorrente e o nervo laríngeo superior. Por conta da manipulação para retirar a tireoide, esses nervos podem não funcionar nos primeiros dias após a cirurgia. Isso causa alterações na voz e rouquidão. Mas esse sintoma geralmente passa em algumas semanas ou meses.

  • Dor de garganta e Tosse:

A cirurgia pode causar irritação ou inflamação na região. Por esta razão, pode provocar também a dor de garganta e tosse, podendo resultar em dificuldades para comer. Mas esse efeito também costuma desaparecer rapidamente. Após uma semana.

  • Sangramento:

É possível que ocorra sangramento nas primeiras seis horas após a cirurgia, embora seja raro. Essa complicação é mais comum em pacientes hipertensos ou que usam remédios anti-agregantes plaquetários. E esse sangramento requer atenção médica, pois pode ser grave e gerar inchaço significativo.
Além disso, é feito um corte para a cirurgia, por isso é normal hematoma, pequeno inchaço e cicatriz.

 

O paciente geralmente fica internado por um ou dois dias. Após ter alta ele pode ter que usar um dreno no pescoço, para retirar o excesso de líquido com sangue e evitar hematomas. Além de usar analgésicos prescritos para prevenir a dor.

 

Porém, pós-operatório da cirurgia de tireoide dura apenas em torno de 15 dias. Durante esse período não é necessário repouso absoluto. Mas deve-se evitar fazer esforços físicos.

 

Então, depois da retirada total da tireoide é possível viver bem?
Sim! O endocrinologista indicará uma reposição hormonal adequada, através da qual será possível viver normalmente. Assim, o paciente passará a ingerir comprimidos diários com as doses necessárias dos hormônios que antes eram produzidos pela glândula.

 

Porém, no caso da tireoidectomia parcial, nem sempre é preciso fazer essa reposição. O médico avaliará a necessidade. Para isso, ele deve pedir a realização de exames de sangue e ultrassom para analisar o resultado da cirurgia e como estão os níveis dos hormônios tireoidianos na corrente sanguínea cerca de 1 mês depois do procedimento. E durante esse período, o paciente deve observar se apresenta sintomas de alterações na tireoide, como alterações menstruais, cãibras, cansaço nas pernas ou sensação de formigamento.

Portanto, tireoidectomia é uma técnica segura e em alguns casos imprescindível. Por isso, se você possui alguma alteração na tireoide, consulte seu médico e tire suas dúvidas sobre ela.

Hipotireoidismo e ganho de peso: Mitos e verdades

Hipotireoidismo e ganho de peso: Mitos e verdades

Apesar de ganho de peso ser o primeiro sinal a ser associado a hipotireoidismo, nem sempre é assim. Não existe uma relação tão direta entre problemas na tireoide e ganho de peso. E alguns dos mitos sobre essa condição precisam ser esclarecidos.

Hipotireoidismo: Mitos.

  • Tireoide Engorda

Não é bem assim. Primeiramente, precisamos entender que a tireoide em si, se estiver funcionando bem, não altera o peso. Nem em ganho e nem em perda. O que pode eventualmente gerar esses efeitos são os distúrbios que a acometem. Como o hipotireoidismo e o hipertireoidismo.

  • Se você tiver distúrbio na tireoide, você vai engordar

Essa também é uma ideia equivocada. Até porque não existe um único distúrbio de tireoide e eles não interferem da mesma maneira no organismo e no metabolismo.

No hipotireoidismo ocorre uma baixa na produção dos hormônios tireoidianos que regulam o nosso metabolismo. Com isso o metabolismo fica mais lento, diminuindo o gasto energético e favorecendo o ganho de peso.
Já no hipertireoidismo a alteração ocorre de forma contrária. Nele, a tireoide produz hormônios em excesso. Isso induz o metabolismo a funcionar de maneira mais acelerada e propicia a perda de peso.

  • Quem tem hipotireoidismo não consegue emagrecer.

Esse é outro mito. O ganho de peso pode ocorrer pelas alterações hormonais que o hipotireoidismo provoca, mas, uma vez que o paciente faça o tratamento hormonal para o distúrbio corretamente, a tireoide não pode ser mais responsabilizada pelo ganho e excesso de peso.

Contudo, é fato que o metabolismo de pacientes com hipotireoidismo trabalha de forma mais desacelerada. Portanto, mesmo se alimentando bem e praticando atividade física eles podem ter uma perca calórica menor.

Verdades sobre o hipotireoidismo.

Assim como há muitos mitos sobre essa doença, há também muitos fatos que as pessoas desconhecem. Alguns deles são:

  • O ganho de peso provocado pelo hipotireoidismo é pouco significativo.

O aumento de peso que as pessoas adquirem por causa do hipotireoidismo costuma ser de até 10%. O ganho varia de 2,5 a 5 kg em média. Além disso, o peso adquirido raramente está associado a gordura. Quase sempre é devido à retenção de líquidos. O hipotireoidismo está associado a menos de 5% dos quadros de obesidade.

  • A relação inversa também pode existir.

A relação entre tireoide e excesso de peso é complexa. E não se pode afirmar com certeza que ela pode causar câncer de tireoide. Mas diversos estudos epidemiológicos apontam que ela representa um maior risco de desenvolvimento de câncer na região. Uma das explicações para esse fenômeno é que a obesidade está associada ao excesso de insulina, que estimula a proliferação de células tireoidianas.

Além desse fator, é mister que o tecido adiposo (gordura) secreta muito hormônio leptina. E conforme estudos laboratoriais, a leptina é capaz de proliferar as células tumorais da tireoide.

  • O hipotireoidismo pode ser causa indireta.

O hipotireoidismo pode não causar diretamente o ganho de peso. Mas como esse distúrbio sabidamente provoca sintomas de cansaço, falta de energia e apatia, ele pode afetar o paciente de forma que esse venha a ter indisposição para a prática de atividades físicas. Isso gera menor gasto energético e como consequência, ganho de peso de maneira indireta.

  • O hipotireoidismo diminui a taxa do metabolismo basal

O metabolismo basal é a quantidade de calorias e energia que o nosso corpo necessita para gastar com funções fisiológicas básicas. Ou seja, da mesma forma que gastamos energia com atividades físicas, também gastamos quando estamos em repouso. Em funções como ventilação pulmonar, temperatura corporal e circulação.

A quantidade de taxa de metabolismo basal varia de pessoa para pessoa conforme fatores como idade, sexo e peso. Distúrbios na tireoide podem interferir na nossa taxa de metabolismo basal, fazendo com que sua queima seja de 30 a 40% mais lenta.

  • Mesmo em pessoas com hipotireoidismo, o distúrbio não é o único fator que rege o metabolismo.

Como sabemos, o funcionamento do metabolismo de uma pessoa depende da combinação de uma série de elementos. Entre eles, quantidade de músculos, quantidade de atividades físicas diárias, níveis de outros hormônios, como cortisol e alimentação. Isso também vale para quem tem hipotireoidismo. Por isso, não vale tratar só o hipotireoidismo e esperar ter uma perda de peso sem se atentar para essas questões.

  • Ganho de peso não é o único sintoma de hipotireoidismo.

Se o ganho de peso for o único sintoma que você tiver de hipotireoidismo, é bem provável que você na verdade não tenha esse distúrbio e que o aumento no peso tenha outra causa. Até mesmo porque, como citado, esse não é um sintoma obrigatório dos distúrbios de tireoide e não é o principal sintoma causado pelo hipotireoidismo.

Mas em todo o caso, manter os cuidados e bons hábitos de saúde necessários, entre eles boa alimentação e prática regular de atividades físicas auxilia muito, não só no controle como no tratamento para sintomas do hipotireoidismo.

Para diagnóstico preciso, tratamento ou dúvidas, consulte um médico especialista.

Tudo o que você precisa saber sobre a tireoide: como a glândula funciona, que doenças pode ocasionar e como diagnosticá-las e tratá-las.

Tudo o que você precisa saber sobre a tireoide: como a glândula funciona, que doenças pode ocasionar e como diagnosticá-las e tratá-las.

Os distúrbios na tireoide comprometem o bem-estar e impactam no desempenho de em muitas ações essenciais do nosso corpo, isto porque a glândula da tireoide tem um papel multifuncional em nosso organismo.

Localizada na região anterior ao pescoço, logo abaixo da laringe, a tireoide é responsável por utilizar o iodo do sangue para produzir hormônios tireoidianos, que ajudam a regular o metabolismo, além de produzir calcitonina, um hormônio que ajuda a regular a forma como o corpo usa o cálcio Os hormônios triodotironina (T3) e tiroxina (T4) produzidos pela tireoide agem na função de órgãos vitais como coração, cérebro, fígado e rins e interferem também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na memória, no humor, no peso, na concentração, no controle emocional e no metabolismo.

Quando há distúrbios na tireoide, como hipotireoidismo, causado pela baixa produção de hormônios, ou o hipertireoidismo, caracterizado pelo oposto, o excesso na produção de hormônios, é comum haver alterações de humor. Além dessas, o paciente também pode ter alterações de peso e apetite, queda de cabelo, menstruação irregular e alterações no sono.

Diagnóstico

O diagnóstico dos distúrbios na tireoide é feito através de exames de sangue. O tratamento, em casos de hipotireoidismo, consiste em reposição ou suplementação de hormônios. Já em pacientes com hipertireoidismo são prescritas medicações inibidoras da produção de hormônios e quando necessário, terapias com iodo radioativo e até mesmo cirurgia para remoção da tireoide, a chamada tireoidectomia.

Alguns dos principais sintomas relatados por pacientes com distúrbios na glândula da tireoide são alterações psicológicas, no humor e cognição.
Muitas vezes são essas alterações que levam o paciente ao médico, e por isso é muito importante o diagnóstico correto para que sintomas de hipotireoidismo e hipertireoidismo não sejam confundidos com transtornos psíquicos.

Tanto o excesso quanto a baixa produção hormonal impactam diretamente na produtividade do paciente. No caso do hipotireoidismo há sonolência, cansaço, falta de disposição e ânimo, o que, diante de um diagnóstico apressado pode sugerir depressão.

Já um quadro de hipertireoidismo, em que costumam se manifestar ansiedade, agitação, pensamento acelerado e dificuldade de concentração, é possível que seja diagnosticado de forma errada como TDA (transtorno de déficit de atenção).

Por isso o quadro clínico deve ser analisado com um todo, levando em conta também os sintomas físicos e considerando a possibilidade de se tratar de um distúrbio de tireoide.

 

Outras complicações

Bócio: O bócio é uma alteração na tireoide caracterizada por um aumento anormal na glândula, que se torna aparente através do pescoço, mas que também pode se manifestar em forma de nódulos (bócio nodular) que não são facilmente percebidos exteriormente.

O bócio é popularmente conhecido como “papo”, quando provoca um aumento muito significativo da glândula da tireoide, ele comprime a traqueia e causa dilatação das veias do pescoço, rouquidão, tosse e dificuldade para respirar e engolir. Além disso, ele também causa bastante desconforto estético aos pacientes, uma vez que o inchaço pode se tornar muito aparente.

O bócio pode se desenvolver na tireoide como consequência de doenças crônicas e autoimunes como a tireoidite de hashimoto e doença de graves, mas também pode ter como causa a proliferação dos folículos da glândula, tumores na tireoide e deficiência de iodo.

Essa alteração geralmente costuma atingir mais as mulheres na faixa entre os 20 e 40 anos, mas pode surgir em outras idades. Inclusive desde o nascimento, o que é chamado de bócio congênito.

Quando a causa do bócio está associada à uma atividade hipoativa da glândula da tireoide (hipotireoidismo) ou à uma atividade hiperativa (hipertireoidismo), o paciente também precisa estar atento aos sintomas característicos desses dois distúrbios.

O principal tratamento para o bócio é tratamento da causa dessa disformidade. A questão estética pode ser controlada através da regulação de hormônios ou terapia com iodo radioativo. Se há complicações como falta de ar e outros, pode ser indicada a remoção total ou parcial da glândula. Procedimentos cirúrgicos também são indicados em casos de tumores malignos.

 

Câncer de Tireoide.

O câncer na tireoide ocorre quando há o surgimento e crescimento de nódulos (tumores) ao redor da glândula. A maioria dos nódulos que aparecem nessa região (cerca de 90%) são benignos, ou seja, não representam um quadro de câncer. O câncer de tireoide também tem grandes possibilidades de cura, principalmente se diagnosticado no início.

Existem 4 tipos diferentes de câncer na tireoide: Papilífero, folicular, medular e anaplásico. O papilífero é o tipo mais comum, que atinge 80% dos pacientes, ele costuma se espalhar para os gânglios linfáticos, mas se for descoberto no início, quando o tumor é pequeno e limitado a tireoide, as chances de cura são quase totais.

O anaplásico é a forma mais rara de câncer na tireoide e também a mais agressiva. As chances de sobrevivência mais de 6 a 12 meses são poucas e ele costuma retornar mesmo após o tratamento.

Não se sabe as causas exatas que levam a ocorrência do câncer na tireoide, mas existe alguns fatores de risco que podem propiciá-lo. Pessoas que já fizeram tratamentos com radiação na cabeça, pescoço ou tórax, principalmente durante a infância ou adolescência, têm mais chance de desenvolvê-lo, assim como quem tem histórico da doença na família.

Além disso, o câncer na tireoide também atinge mais pessoas após os 40 anos e acomete 3 vezes mais as mulheres do que os homens.

O tratamento para o câncer de tireoide pode ser feito através de cirurgia para remoção da tireoide, terapia com iodo radioativo, quimioterapia ou terapia com radiação externa. Tudo vai depender do caso clínico e do tipo de câncer do paciente.

O câncer de tireoide muitas vezes costuma ser assintomático, principalmente em se tratando de tumores pequenos. O diagnóstico pode ser feito através de exames físicos ou quando o paciente percebe algum sintoma e relata ao médico, que poderá solicitar exames de imagem e punção para confirmar se se trata de um quadro cancerígeno.

Se a pessoa perceber algum nódulo na tireoide, deve consultar um endocrinologista, que irá indicar um acompanhamento e tratamento.

 

Saiba quais alimentos te ajudam a regular a tireoide

Saiba quais alimentos te ajudam a regular a tireoide

Tratamento e Diagnóstico de distúrbios na tireoide

Saiba como é feito o tratamento e quais alimentos te ajudam a regular a tireoide.

O diagnóstico de distúrbios na tireoide é feito através de exames de coleta de sangue prescritos pelo médico especialista quando relatado sintomas. O exame mede a quantidade de hormônios TSH, hormônio estimulante da tireoide, presente no organismo. Os níveis corretos variam de acordo com o sexo, idade e outros. Conforme estudos, os distúrbios de tireoide têm mais predominância entre mulheres e a chance de desenvolvê-los aumenta à medida que a pessoa envelhece.

Em casos de diagnóstico positivo para hipotireoidismo, o tratamento consiste em reposição ou suplementação hormonal através de medicamentos. Geralmente o paciente precisa seguir com o tratamento durante a vida toda.
Se o quadro for de hipertireoidismo, o médico especialista prescreve inibidores de produção de hormônios. Em alguns pacientes o uso de remédios pode não ser suficiente e terapias como Iodo radioativo, ou até mesmo a cirurgia da remoção da tireoide, a tireoidectomia, podem ser indicadas.

Após a tireoidectomia, o paciente também necessitará fazer reposição hormonal diariamente. Além desses, há casos de hipotireoidismo congênito, em que o bebê nasce com distúrbio na tireoide. Nessas situações, o diagnóstico é feito através do teste do pezinho.

 

Auto-Exame da Tireoide:

Além do hipo e hipertireoidismo, também é comum o surgimento de nódulos na tireoide, que podem ou não ser cancerígenos. O que vai determinar a forma com a qual o médico irá prosseguir com o tratamento. Para estimular o diagnóstico precoce desses nódulos, as autoridades de saúde recomendam que o paciente que sofre com doenças associadas a tireoide, ou começou a perceber dor, desconforto na região, dificuldade para engolir ou inchaço, faça o autoexame da tireoide.

O autoexame é simples e pode ser feito em casa, mas não deve de maneira alguma ser entendido como um substituto ao diagnóstico médico. O autoexame consiste em observar o movimento da tireoide durante a deglutição. Para isso a pessoa vai precisar de um copo de água e um espelho.
Ela deve se posicionar de frente para o espelho, com a cabeça levemente inclinada para trás e se observar enquanto bebe água. Deve reparar se a tireoide sobre e desce normalmente e se aparecem caroços na região. Se a pessoa não tiver certeza pode repetir a análise várias vezes.

 

Alimentação:

O tratamento com remédios tanto em casos de hipertireoidismo quanto de hipotiroidismo pode ser complementado com uma alimentação equilibrada que ajudará muito o paciente a manter a tireoide controlada ou a prevenir possíveis problemas na glândula.

O iodo, mineral que podemos adquirir através de nossas refeições, possui um papel fundamental no desempenho da tireoide. A glândula utiliza o iodo na produção dos hormônios T3 e T4, se há um excesso desse mineral no organismo, a tireoide inflama e o sistema imunológico a ataca, o que pode levar a glândula a um estado de hipoatividade. Por outro lado, se o iodo está presente em quantidades menores do que as necessárias, a tireoide fica sem matéria prima para produzir o T3 e T4, o que também pode provocar o quadro de hipotireoidismo.

Em regiões do mundo onde há grandes deficiências de iodo, o hipotireoidismo e o bócio (crescimento anormal da glândula) se tornam problemas endêmicos. Esse problema é muito presente na África, onde atualmente 6 países estão na categoria de deficiência de iodo moderada à grave.

A fim de evitar esse quadro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a recomendar a iodação do sal de cozinha, que é feita no brasil desde 1953.
Como o hipotireoidismo é muito mais recorrente que o hipertireoidismo, os principais alimentos recomendados para se manter a saúde da tireoide são aqueles ricos em iodo. Porém, devem ser consumidos nas quantidades certas, sem excesso, principalmente em relação ao sal de cozinha.

O iodo pode ser encontrado em alimentos como peixes, do mar, algas marinhas, camarão e ovos. Outros alimentos que contribuem para a saúde da tireoide são aqueles que possuem grandes quantidades de Zinco (ostras, carnes, sementes de abóbora, feijão, amêndoa, amendoim), Selênio (castanha-do-pará, farinha de trigo, pão, ovo) e Ômega 3, encontrada em abacate, óleo de linhaça e peixes ricos em gordura, como salmão, sardinha e atum.
Por outro lado, alimentos como a soja devem ser evitados, por interferir na absorção de tiroxina. E outros alimentos, os chamados goitrogênicos (como couves, repolhos, brócolis, rabanetes e nabos) que interferem na absorção de iodo e não devem ser consumidos crus com frequência.

Quem deseja ter uma tireoide mais saudável deve evitar também o cigarro. Atualmente estudos indicam que ele pode agravar os sintomas relacionados com o hipotiroidismo além de aumentar o risco da pessoa desenvolver Doença de Graves, principal causadora do Hipertireoidismo. Também no hipertireoidismo o tabaco intensifica os sintomas como taquicardia.
Além disso, fumantes costumam ter uma pior resposta ao tratamento da tireoide do que não-fumantes.

Pacientes com distúrbios de tireoide também devem evitar ao máximo o consumo de álcool. A ingestão de bebidas alcoólicas inibe a produção de hormônios hipofisários e hipotalâmicos. Esses hormônios são produzidos por regiões chave do cérebro, responsáveis também pela modulação hormonal do T3 e T4.

Outro detalhe importante, é que embora associamos muito a questão do hipotireoidismo ao ganho de peso, isso não é um diagnóstico imperativo. Ou seja, há sim uma facilidade maior em ganhar peso se você sofre com uma tireoide hipoativa, mas com o tratamento adequado, e fazendo uma reposição hormonal, você poderá, assim como qualquer outra pessoa, ter as chances de emagrecer e ter um corpo saudável através de uma dieta saudável e da prática de exercícios físicos.

Percebemos que assim como ocorre com todas as outras áreas do nosso corpo, o segredo para ter um corpo saudável é sempre o mesmo, evitar maus hábitos e manter uma alimentação saudável e uma prática de exercícios regular. Isso com certeza tem um papel protagonista no bem estar do paciente, aliado à um tratamento médico correto.

Você sabe a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo? Conheça os principais sintomas e causas.

Você sabe a diferença entre hipotireoidismo e hipertireoidismo? Conheça os principais sintomas e causas.

Hipotireoidismo e Obesidade

Hipotireoidismo e Obesidade

Essa é uma dúvida que muitas pessoas que chegam em nosso consultório apresentam, essa relação hipotireoidismo e obesidade. E é bom que fique claro logo de início que hipotireoidismo é a diminuição na produção de hormônios tireoidianos na glândula tireoide, pois essa é outra dúvida que apresentam.

Agora, então, vamos desmistificar a pergunta: Hipotireoidismo engorda?  Não, o hipotireoidismo não leva a um quadro de obesidade, no máximo propicia ganhar discretamente algum peso.  No entanto, o hipotireoidismo, quando não tratado, pode dificultar um pouco a perda de peso, pois como a produção do hormônio da tireoide está diminuído, a nossa taxa metabólica basal também diminui e consequentemente o nosso gasto energético.

Então, vamos aproveitar e entender um pouco sobre a tireoide, sobre o hipotireoidismo, suas causas e como isso pode impactar em nossa saúde.

 

A glândula Tireoide

A glândula tireoide fica na parte anterior de nosso pescoço, estimulada por um peptídeo (proteína) chamado TSH, ela produz os hormônios tireoidianos que são o T4 (tetraiodotironina) e T3 (tri-iodotironina).  Esses hormônios são responsáveis por grande parte de todo controle de nosso metabolismo, assim o hipotireoidismo – diminuição da produção dos hormônios tireoidianos – pode levar a sérios prejuízos a nossa saúde. Pois, praticamente todas as células de nosso corpo sofrem efeito dos hormônios tireoidianos, e os mesmos são essenciais para o crescimento e desenvolvimento normais, controlam a intensidade do metabolismo, agindo em praticamente todos os órgãos do nosso corpo.

 

Causas de Hipotireoidismo Primário

O hipotireoidismo primário, é aquele em que por algum problema na própria glândula tireoide há diminuição na produção dos hormônios tireoidianos:

  • Tireoidite crônica autoimune (Hashimoto) – causa mais comum;
  • Tratamento do hipertireoidismo com radio iodo ou tireoidectomia;
  • Radioterapia externa cervical;
  • Bócio endêmico – em áreas com deficiência grave de iodo;
  • Doenças infiltrativas como amiloidose, sarcoidose e hemocromatose, cistinose e esclerose sistêmica progressiva;
  • O excesso de iodo também pode levar a um hipotireoidismo transitório;
  • Drogas que bloqueiam a síntese e/ou liberação dos hormônios tireoidianos como o lítio, contrastes iodados e amiodarona;
  • Tireoidite subaguda – granulomatosa e linfocítica;
  • Tireoidite pós-parto – como a acima;
  • Tireoidite de Riedel – fibrose da tireoide.

 

Sinais e Sintomas que o hipotireoidismo pode apresentar

  • Acumulo de glicosaminoglicanas na pele e outros tecidos levando a mixedema (pele espessada e aparência inchada), macroglossia (inchaço com aumento de tamanho da língua) e voz rouca por espessamento das membranas mucosas da faringe e laringe;
  • Pele áspera;
  • Pele seca;
  • Pele amarelado por acumulo de carotenos;
  • Edema palpebral;
  • Sudorese diminuída;
  • Madarose – perda do terço distal da sobrancelha;
  • Queda de cabelos;
  • Cabelos ressecados e quebradiços;
  • Fragilidade da unha;
  • Intolerância ao frio, pele fria e pálida;
  • Derrame pericárdico;
  • Derrame pleural;
  • Aumento dos triglicerídeos e colesterol;
  • Anorexia;
  • Constipação intestinal;
  • Fadiga muscular, mialgias e cãibras;
  • Raciocínio lento;
  • Déficit de concentração;
  • Fala lenta e arrastada;
  • Perda de memória;
  • Letargia e apatia;
  • Demência;
  • Síndrome do túnel do carpo;
  • Aumento do sangramento menstrual e irregularidade do mesmo;
  • Infertilidade feminina, diminuição de libido e aborto espontâneo;
  • No homem – diminuição do libido, impotência e diminuição da produção de espermatozoides;
  • Anemia.

 

Tratamento do hipotireoidismo primário

O tratamento do hipotireoidismo primário é a reposição do hormônio tireoidiano, a levotiroxina.  Tratamento esse, que na maioria das vezes é tão simples, e pode evitar e reverter uma série de problemas.

 

Dica importante

Há pessoas em que tem maior risco de desenvolver hipotireoidismo e outras que podem ter um prejuízo mais intenso de sua saúde e desenvolvimento, principalmente crianças e gestantes.

Portanto, digo com todo carinho, que sempre tenha um médico de confiança, capacitado, em que você o tenha como referência, para que lhe acompanhe para o resto de sua vida, que possa olhar para você como um todo, promovendo sua saúde e bem-estar físico psíquico, assim como, prevenir doenças, tratar e reabilitar, para que tenha uma vida mais longeva e com qualidade.