Diabetes em crianças, saiba como ocorre e por que merece atenção

Diabetes em crianças, saiba como ocorre e por que merece atenção

Diabetes em crianças: A DM (Diabetes Mellitus) é, por si só, uma doença bastante preocupante que acomete milhões de pessoas pelo mundo e pode gerar uma série de danos à saúde, como neuropatias, perda da visão, insuficiência renal e complicações vasculares. Normalmente ela já é um quadro que requer atenção, tratamento e controle pelo resto da vida e autodisciplina, mas quando falamos de DM infantil o assunto se torna ainda mais delicado.

Em crianças essa condição geralmente está associada ao tipo 1, quando há uma ausência crônica na produção de insulina, hormônio regulador da glicemia, pelo pâncreas. Esse tipo de diabetes não está associado a sobrepeso e é mais incomum do que o diabetes tipo 2. Ele geralmente é diagnosticado na infância e adolescência. Sendo que a maior ocorrência de óbitos por diabetes se concentra na faixa etária entre os 15 e os 19 anos.

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Conforme o IDF Diabetes Atlas, no mundo, 1,1 milhão de meninos e meninas com menos de 20 anos têm o tipo 1 da doença, e a estimativa é de que o aumento anual global de casos seja em torno de 3%. No Brasil são 95,5 mil casos, só perdemos para os Estados Unidos e a Índia em números de casos no ranking global.

Diabetes em crianças: Por isso é preciso atenção aos sintomas do diabetes tipo 1, que são:

  • Vontade frequente para urinar;
  • Sede excessiva;
  • Fome em excesso;
  • Perda de peso sem razão aparente;
  • Cansaço frequente;
  • Sonolência injustificável;
  • Coceira por todo o corpo;
  • Infecções frequentes, como candidíase ou infecção urinária;
  • Diminuição no ritmo de crescimento em crianças com menos de dois anos;

Caso haja incidência de alguns desses sintomas, deve-se buscar tratamento médico imediato.
Os pacientes com diabetes tipo 1 precisam fazer um controle da ingestão de açúcar e tratamento à base de insulina pelo resto da vida. E como isso precede disciplina e atenção diária, novamente se torna mais preocupante no caso das crianças. Por essa razão, também é essencial a supervisão e acompanhamento dos pais ou responsáveis.
Outro fator digno de preocupação são as crises hipoglicêmicas. A hipoglicemia geralmente é caracterizada por um nível glicêmico abaixo de 70 mg/dl, mas é o médico quem vai determinar os níveis glicêmicos ideais de acordo com cada paciente, que pode variar conforme seu biotipo ou alguma condição específica, como gravidez.
Em paciente com diabetes tipo 1, episódios hipoglicêmicos podem ocorrer por um descompasso entre as doses de insulinas, ingestão de alimentos e atividades físicas.
As crises hipoglicêmicas podem ser assintomáticas, mas na maioria dos casos apresenta sinais, como tremores, suor, fraqueza e irritabilidade. Podem ocorrer também episódios de hipoglicemia severa, durante a qual o paciente pode sofrer perda de consciência, convulsões ou coma. Essas situações merecem tratamento de emergência, que geralmente é feito através de terapia com glicose endovenosa ou glucagon.
Os episódios de hipoglicemia também podem acontecer durante o sono. Por esta razão o controle glicêmico é muito importante para o tratamento. Principalmente em crianças com 6 anos ou menos. Os horários e quantidade de medições ao dia devem ser indicados pelo médico.
No entanto, o tipo 1 não é o único que atinge essa faixa etária. Com o aumento de obesidade infantil, que conforme dados recentes, cresce de maneira desenfreada no Brasil, o diabetes tipo 2, que costuma alcançar mais adultos e está associado a má alimentação e maus hábitos, passou a afetar também as crianças.
A fase mais suscetível para possível surgimento do tipo 2 é durante a adolescência, especialmente na puberdade, quando a ebulição hormonal transforma o corpo. O hormônio do crescimento, que provoca o estirão, cria uma resistência periférica à insulina e aumento de peso que costuma acompanhar este período somado à fatores externos como sedentarismo e má alimentação criam um quadro favorável para o desenvolvimento da doença.
Os sintomas são semelhantes ao do tipo 1, como vontade frequente de urinar, muita sede, boca seca, visão turva e fome em excesso. Além disso os pais também devem estar atentos a mudanças de comportamentos que podem mascarar sintomas, como a criança voltar a urinar na cama, levantar-se durante a noite para beber água, não ter disposição para brincar ou realizar outras atividades que antes ela gostava, dormir demais etc.
Também é importante, em ambos os tipos de diabetes, a educação sobre a doença, para que a pequeno saiba como conviver com essas condições e gradualmente se torne responsável pelo seu controle e tratamento (principalmente no caso dos adolescentes).
Além disso, a mudança no cardápio da família a fim de incluir as necessidades do diabético é essencial, especialmente, no caso das crianças, que dependem de outras pessoas para cozinhar para elas e são muito influenciadas pelo padrão alimentar dos adultos à sua volta.
Quando possível é recomendável também o tratamento multidisciplinar com nutricionista para orientar a criança sobre opções menos açucaradas de aperitivos. o que ela pode ou não comer e em quais quantidades, principalmente quando estiver fora do ambiente familiar.
Os outros adultos que, eventualmente, são responsáveis pela criança, como professores, babás, cuidadores ou parentes devem receber todas as recomendações necessárias sobre como proceder, especialmente com crianças pequenas, em casos de crises hipoglicêmicas e na hora da alimentação e aplicação da insulina.

Diabetes em crianças: Ter diabetes não é empecilho para a prática de atividades físicas, ao contrário, essas são muito recomendados como prática complementar, mas assim que a criança iniciar uma rotina de exercícios, o médico deve ser consultado para que o tratamento seja adaptado ao gasto de energia.
Responsáveis e familiares, estejam atentos à incidência de sinais e sintomas por mais sutis que sejam e caso os perceba de forma sistemática e frequente, não deixe de consultar o médico especialista que o mais breve possível, para que este possa identificar o tipo de diabetes e iniciar o tratamento. A diabetes é uma doença crônica que pode trazer consequências graves. Mas o tratamento e a qualidade de vida são possíveis com o devido acompanhamento.

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