Má qualidade do sono e obesidade: sabia que dormir mal engorda?

sono

Quando falamos sobre maus hábitos que contribuem para a obesidade e ganho de peso, é comum nos limitarmos a falar apenas de má alimentação e ausência de prática de atividades físicas. Mas além desses dois fatores importantíssimos, algo muito presente no nosso dia a dia e que pode estar passando despercebido é a má qualidade do sono, que também é determinante para o ganho de peso e obesidade.

Muitos estudos já comprovaram que, mesmo que você tenha ótimos hábitos de saúde, se você dorme mal, as chances de ter ganho de peso são muito maiores. Dormir bem é fundamental para a manutenção e bom funcionamento do nosso organismo, inclusive para funções relacionadas a gasto energético e saciedade.

Por que dormir bem é importante para manter o peso saudável?

O período de sono é responsável, além do relaxamento do corpo, por conservar nossa energia, restaurar tecidos, reter e organizar a memória, fortalecer o sistema imunológico e regular a quantidade de secreção de certos hormônios pelo nosso corpo.

O principal estudo que comprova a relação entre sono e obesidade, feito nos Estados Unidos, concluiu que os participantes do estudo que possuíam algum distúrbio ou má qualidade do sono apresentavam alterações significativas na quantidade de hormônios reguladores do apetite, e também tinham um índice de massa corporal maior.

Pessoas com má qualidade de sono, ou que dormiam menos de sete horas por dia, possuíam uma diminuição dos níveis do hormônio leptina e aumento nos níveis do hormônio grelina. A leptina é um hormônio que atua como mediador e regulador do gasto energético que reduz a vontade de comer, enquanto a grelina é um hormônio de ação rápida que estimula a sensação de fome.

Quando a pessoa tem uma desregulação desses hormônios provocada por um sono irregular, o seu gasto de energia é reduzido, a saciedade diminui e o corpo busca compensar o cansaço e a falta de saciedade através do aumento do consumo de alimentos calóricos, contribuindo para a obesidade e criando um ciclo vicioso.

Obesidade prejudica o sono ou sono leva à obesidade?

Quando consideramos a relação entre o sono e a obesidade, vale dizer também que em muitos casos essa é uma via de mão dupla: não só a má qualidade do sono contribui para a obesidade, como pessoas com obesidade tendem a ter uma pior qualidade do sono.

Além da insônia, que é um dos principais distúrbios que atrapalham o sono, outro problema comum é a apneia do sono, que em muitos casos pode ser causada pelo excesso de peso.

A apneia do sono ocorre quando a respiração sofre interrupções por cerca de 10 segundos ou mais, várias vezes durante o sono. Essas paradas respiratórias despertam o cérebro, o que reduz e prejudica o tempo de descanso que o corpo necessita, além de também fazer com que ocorra toda aquela desregulação na secreção de hormônios já citada.

A questão é que pessoas com excesso de peso e obesidade estão mais sujeitas a ter apneia do sono porque elas acumulam gordura em diferentes partes do corpo, inclusive em volta do pescoço e na traqueia. Isso dificulta a passagem do ar e deixa a língua maior e os músculos da laringe mais flácidos. Por isso, durante o sono esses músculos relaxam e obstruem as vias respiratórias, levando ao quadro de apneia e ronco.

Para garantir uma boa qualidade do sono, que seja uma aliada à prática de atividades físicas e à boa alimentação, é necessário, além de tratar esses possíveis distúrbios como apneia e insônia, ter também um horário regular de sono, dormir cedo e horas suficientes por dia (8 horas), além de garantir um ambiente confortável para o sono.

Assim, o corpo terá as condições necessárias para lidar com o gasto energético e se beneficiar da prática de atividades físicas e de uma alimentação saudável.

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