Os prejuízos que o cigarro pode causar para sua saúde endócrina

Os prejuízos que o cigarro pode causar para sua saúde endócrina

Essa semana foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde para promover a conscientização sobre os diversos malefícios do cigarro.
Por isso é importante lembrar que o cigarro, além de ser um dos grandes causadores de doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e câncer, também compromete a saúde endócrina de várias formas.
Isso acontece porque diversos distúrbios e condições endócrinas tendem a se agravar e a se desenvolver mais em fumantes.

Diabetes

Um dos principais exemplos nesse sentido é o diabetes. Pessoas que são diabéticas e fumantes têm mais chances de ter complicações causadas pela doença. Isso ocorre por que o diabetes mal controlado compromete progressivamente o sistema cardiovascular. O mesmo que ocorre quando se consome cigarro por muito tempo. Portanto, tendo dois fatores adversos comprometendo essa área, as chances desse paciente desenvolver complicações cardiovasculares e outras complicações decorrentes de um diabetes mal controlado são maiores.
Alguns estudos também apontam que o cigarro pode, além de piorar o diabetes, favorecer o seu surgimento. Fumar comprovadamente promove maior obesidade central, concentrações mais altas de cortisol e aumento de marcadores inflamatórios e do estresse oxidativo, fatores que favorecem o desenvolvimento do diabetes

Menopausa

Outro distúrbio hormonal cujo surgimento é influenciado pelo tabagismo é a menopausa. Embora esse seja um processo natural pelo qual todas as mulheres irão passar, aquelas que são fumantes irão passar pela menopausa, em média, dois anos antes do tempo previsto. Esse fenômeno é chamado de menopausa precoce, e quando não tratado, pode favorecer doenças cardiovasculares e osteoporose.
A antecipação da menopausa ocorre por que o monóxido de carbono e a nicotina presentes no cigarro interferem na quantidade de estrogênio produzidos pelo organismo da mulher. Além disso, a menopausa precoce está totalmente associada também à carga tabágica. Ou seja, quanto maior a quantidade de cigarro e o tempo que se é fumante, maiores as chances de a última menstruação acontecer antes do período previsto.

Obesidade

O fumo também possui relação com outra doença crônica: a obesidade.
Por muito tempo, a associação entre essas duas condições – tabagismo e ganho de peso – foi interpretada de maneira equivocada. Muitas pessoas acreditavam que ao deixarem de fumar iriam engordar. Mas estudos vêm provando que essa relação é contrária.
Conforme a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), o cigarro dificulta a percepção do sabor de alimentos açucarados e gordurosos, o que compromete a sensação de saciedade e pode colaborar para o ganho de peso e agravamento do quadro de obesidade.

Osteoporose

A osteoporose é um distúrbio cuja ocorrência aumenta muito após a menopausa. E para mulheres fumantes, esse é risco é ainda maior. Isto por que a nicotina presente no cigarro compromete a absorção de cálcio, o que causa uma diminuição média de 1% de massa óssea por ano em fumantes.
Para evitar todas essas complicações é importante refletir e tentar abandonar o hábito do cigarro. Esse não é um processo fácil, mas os benefícios que traz valem o esforço. Não hesite em buscar ajuda para abandonar esse vício e para cuidar da sua saúde endócrina.

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