fbpx

Tratamento e Diagnóstico de distúrbios na tireoide

Saiba como é feito o tratamento e quais alimentos te ajudam a regular a tireoide.

O diagnóstico de distúrbios na tireoide é feito através de exames de coleta de sangue prescritos pelo médico especialista quando relatado sintomas. O exame mede a quantidade de hormônios TSH, hormônio estimulante da tireoide, presente no organismo. Os níveis corretos variam de acordo com o sexo, idade e outros. Conforme estudos, os distúrbios de tireoide têm mais predominância entre mulheres e a chance de desenvolvê-los aumenta à medida que a pessoa envelhece.

Em casos de diagnóstico positivo para hipotireoidismo, o tratamento consiste em reposição ou suplementação hormonal através de medicamentos. Geralmente o paciente precisa seguir com o tratamento durante a vida toda.
Se o quadro for de hipertireoidismo, o médico especialista prescreve inibidores de produção de hormônios. Em alguns pacientes o uso de remédios pode não ser suficiente e terapias como Iodo radioativo, ou até mesmo a cirurgia da remoção da tireoide, a tireoidectomia, podem ser indicadas.

Após a tireoidectomia, o paciente também necessitará fazer reposição hormonal diariamente. Além desses, há casos de hipotireoidismo congênito, em que o bebê nasce com distúrbio na tireoide. Nessas situações, o diagnóstico é feito através do teste do pezinho.

 

Auto-Exame da Tireoide:

Além do hipo e hipertireoidismo, também é comum o surgimento de nódulos na tireoide, que podem ou não ser cancerígenos. O que vai determinar a forma com a qual o médico irá prosseguir com o tratamento. Para estimular o diagnóstico precoce desses nódulos, as autoridades de saúde recomendam que o paciente que sofre com doenças associadas a tireoide, ou começou a perceber dor, desconforto na região, dificuldade para engolir ou inchaço, faça o autoexame da tireoide.

O autoexame é simples e pode ser feito em casa, mas não deve de maneira alguma ser entendido como um substituto ao diagnóstico médico. O autoexame consiste em observar o movimento da tireoide durante a deglutição. Para isso a pessoa vai precisar de um copo de água e um espelho.
Ela deve se posicionar de frente para o espelho, com a cabeça levemente inclinada para trás e se observar enquanto bebe água. Deve reparar se a tireoide sobre e desce normalmente e se aparecem caroços na região. Se a pessoa não tiver certeza pode repetir a análise várias vezes.

 

Alimentação:

O tratamento com remédios tanto em casos de hipertireoidismo quanto de hipotiroidismo pode ser complementado com uma alimentação equilibrada que ajudará muito o paciente a manter a tireoide controlada ou a prevenir possíveis problemas na glândula.

O iodo, mineral que podemos adquirir através de nossas refeições, possui um papel fundamental no desempenho da tireoide. A glândula utiliza o iodo na produção dos hormônios T3 e T4, se há um excesso desse mineral no organismo, a tireoide inflama e o sistema imunológico a ataca, o que pode levar a glândula a um estado de hipoatividade. Por outro lado, se o iodo está presente em quantidades menores do que as necessárias, a tireoide fica sem matéria prima para produzir o T3 e T4, o que também pode provocar o quadro de hipotireoidismo.

Em regiões do mundo onde há grandes deficiências de iodo, o hipotireoidismo e o bócio (crescimento anormal da glândula) se tornam problemas endêmicos. Esse problema é muito presente na África, onde atualmente 6 países estão na categoria de deficiência de iodo moderada à grave.

A fim de evitar esse quadro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a recomendar a iodação do sal de cozinha, que é feita no brasil desde 1953.
Como o hipotireoidismo é muito mais recorrente que o hipertireoidismo, os principais alimentos recomendados para se manter a saúde da tireoide são aqueles ricos em iodo. Porém, devem ser consumidos nas quantidades certas, sem excesso, principalmente em relação ao sal de cozinha.

O iodo pode ser encontrado em alimentos como peixes, do mar, algas marinhas, camarão e ovos. Outros alimentos que contribuem para a saúde da tireoide são aqueles que possuem grandes quantidades de Zinco (ostras, carnes, sementes de abóbora, feijão, amêndoa, amendoim), Selênio (castanha-do-pará, farinha de trigo, pão, ovo) e Ômega 3, encontrada em abacate, óleo de linhaça e peixes ricos em gordura, como salmão, sardinha e atum.
Por outro lado, alimentos como a soja devem ser evitados, por interferir na absorção de tiroxina. E outros alimentos, os chamados goitrogênicos (como couves, repolhos, brócolis, rabanetes e nabos) que interferem na absorção de iodo e não devem ser consumidos crus com frequência.

Quem deseja ter uma tireoide mais saudável deve evitar também o cigarro. Atualmente estudos indicam que ele pode agravar os sintomas relacionados com o hipotiroidismo além de aumentar o risco da pessoa desenvolver Doença de Graves, principal causadora do Hipertireoidismo. Também no hipertireoidismo o tabaco intensifica os sintomas como taquicardia.
Além disso, fumantes costumam ter uma pior resposta ao tratamento da tireoide do que não-fumantes.

Pacientes com distúrbios de tireoide também devem evitar ao máximo o consumo de álcool. A ingestão de bebidas alcoólicas inibe a produção de hormônios hipofisários e hipotalâmicos. Esses hormônios são produzidos por regiões chave do cérebro, responsáveis também pela modulação hormonal do T3 e T4.

Outro detalhe importante, é que embora associamos muito a questão do hipotireoidismo ao ganho de peso, isso não é um diagnóstico imperativo. Ou seja, há sim uma facilidade maior em ganhar peso se você sofre com uma tireoide hipoativa, mas com o tratamento adequado, e fazendo uma reposição hormonal, você poderá, assim como qualquer outra pessoa, ter as chances de emagrecer e ter um corpo saudável através de uma dieta saudável e da prática de exercícios físicos.

Percebemos que assim como ocorre com todas as outras áreas do nosso corpo, o segredo para ter um corpo saudável é sempre o mesmo, evitar maus hábitos e manter uma alimentação saudável e uma prática de exercícios regular. Isso com certeza tem um papel protagonista no bem estar do paciente, aliado à um tratamento médico correto.