Tudo o que você precisa saber sobre disfunções tireoidianas na gravidez

Tudo o que você precisa saber sobre disfunções tireoidianas na gravidez

Disfunções tireoidianas: Como sabemos, os hormônios produzidos pela glândula tireoide são responsáveis por regular diversas funções em nosso organismo. Da mesma forma, qualquer desequilíbrio neles pode alterá-las. Por isso, quando em níveis inadequados, eles afetam as chances de concepção da mulher em idade reprodutiva. Ou seja, diminuem sua fertilidade.

Mas você sabia que, além disso, distúrbios no funcionamento e produção da tireoide podem também interferir na gravidez? Eles aumentam o risco de hemorragias e abortos espontâneos.
O principal distúrbio tireoidiano que ocorre durante a gravidez é o hipotireoidismo. Pois, durante a gestação, a tireoide sofre uma sobrecarga, porque precisa produzir mais hormônios para suprir as necessidades de mãe e bebê. A produção hormonal aumenta em média de 30% a 50%.

Até as primeiras 8 semanas, o feto não é capaz de produzir seus próprios hormônios tireoidianos. Por isso, acaba usando os da mãe. E mesmo após esse período, quando ele começa a produzir seus hormônios, a quantidade não é suficiente e ele segue dependente. Aliás o hormônio tireoidiano da mãe é designado na formação de órgãos vitais e do sistema nervoso central do bebê. Inclusive na migração neuronal, ou seja, a organização dos neurônios no cérebro.

Se a gestante tem uma boa saúde e um consumo de iodo suficiente, o corpo dela consegue se adequar a essa mudança e suprir todas as suas necessidades e as do bebê sem problemas. Do contrário, ele sofrerá com baixos níveis de hormônios tireoidianos (T3 e T4) e possivelmente desenvolverá hipotireoidismo.
disfunções tireoidianas

Disfunções tireoidianas: Hipertireoidismo

A função hiperativa da tireoide, chamada de hipertireoidismo, também pode ocorrer na gravidez. Mas sua frequência é menor. Apenas 0,05 a 2,9% das gestantes apresentam o distúrbio.

Fatores de Risco
As alterações hormonais causadas pela gravidez podem alterar o funcionamento da tireoide e provocar distúrbios. Mesmo em mulheres que não apresentavam nenhum problema na glândula antes de engravidarem.
Contudo, algumas têm mais chances de desenvolver essas alterações na glândula. Como:

  • Pacientes com hipotireoidismo estabelecido antes da gestação,
  • Paciente que fazem uso de tiroxina.
  • Pacientes com bócio.
  • Pacientes com histórico familiar de doença autoimune tireoidiana.
  • Portadoras de diabetes melito tipo 1 ou outra doença autoimune
  • Mulheres com antecedentes de parto prematuro ou
    aborto.

Então, mulheres que possuem esses fatores de risco precisam fazer um acompanhamento com endocrinologista desde as primeiras semanas de gravidez. O que não exclui a necessidade de todas as outras gestantes de se atentarem para essas questões. Também fazendo um acompanhamento endócrino e pré-natal.
Um dos primeiros exames que devem ser solicitados é o de avaliação dos níveis de TSH (hormônio estimulante da tireoide). Pois a partir dele é possível o médico determinar se a gestante possui disfunção tireoidiana, ou o risco de evoluir para uma.

Tratamento
O tratamento para distúrbios de tireoide na gestação deve começar imediatamente assim que tiver o diagnóstico. Ele é feito a partir de reposição hormonal, nos casos de hipotireoidismo, indicada pelo médico. Além disso, deve-se fazer um acompanhamento durante toda a gestação para ajustar as doses conforme a necessidade da mãe. Como hormônios do tratamento não fazem nenhum mal ao bebê, o tratamento não impede a amamentação.
Já no hipertireoidismo, o tratamento indicado costuma ser a base de medicamentos inibidores de produção de hormônios. Nesse sentido, o médico deve avaliar a necessidade deles, conforme os sintomas da paciente.
Consequências do não tratamento dos distúrbios tireoidianos na gestação
As disfunções tireoidianas ocorridas durante a gravidez, quando não tratadas, podem trazer consequências graves para mãe e para o bebê.
As possíveis consequências, de um distúrbio de tireoide não tratado na mãe, são:

  • Pré-eclâmpsia;
  • Parto prematuro;
  • Anemia;
  • Placenta prévia;
  • Hemorragia após o parto;
  • Aborto.

Já no bebê pode ocorrer:

  • Deficiências cardíacas;
  • Atraso no desenvolvimento mental;
  • Natimorto;
  • Sofrimento fetal e prematuridade;
  • Baixo peso ao nascer.

Pós-Parto

Disfunções tireoidianas ocorrem entre 4 e 7% das mulheres durante os 6 primeiros meses após o parto. Na maioria das vezes o distúrbio é transitório, ou seja, tende a ser corrigido com o tempo. Mas a depender da gravidade, pode necessitar de tratamento.
Portanto, as pacientes não podem deixar de tomar os hormônios ou remédios prescritos após o parto sem antes consultar um endocrinologista.
Então, se você está gestando ou pretende engravidar, cuide de sua saúde e da do seu bebê e faça um bom acompanhamento da tireoide.

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