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Tudo o que você precisa saber sobre disfunções tireoidianas na gravidez

Tudo o que você precisa saber sobre disfunções tireoidianas na gravidez

Disfunções tireoidianas: Como sabemos, os hormônios produzidos pela glândula tireoide são responsáveis por regular diversas funções em nosso organismo. Da mesma forma, qualquer desequilíbrio neles pode alterá-las. Por isso, quando em níveis inadequados, eles afetam as chances de concepção da mulher em idade reprodutiva. Ou seja, diminuem sua fertilidade.

 

Mas você sabia que, além disso, distúrbios no funcionamento e produção da tireoide podem também interferir na gravidez? Eles aumentam o risco de hemorragias e abortos espontâneos.

O principal distúrbio tireoidiano que ocorre durante a gravidez é o hipotireoidismo. Pois, durante a gestação, a tireoide sofre uma sobrecarga, porque precisa produzir mais hormônios para suprir as necessidades de mãe e bebê. A produção hormonal aumenta em média de 30% a 50%.

 

Até as primeiras 8 semanas, o feto não é capaz de produzir seus próprios hormônios tireoidianos. Por isso, acaba usando os da mãe. E mesmo após esse período, quando ele começa a produzir seus hormônios, a quantidade não é suficiente e ele segue dependente. Aliás o hormônio tireoidiano da mãe é designado na formação de órgãos vitais e do sistema nervoso central do bebê. Inclusive na migração neuronal, ou seja, a organização dos neurônios no cérebro.

 

Se a gestante tem uma boa saúde e um consumo de iodo suficiente, o corpo dela consegue se adequar a essa mudança e suprir todas as suas necessidades e as do bebê sem problemas. Do contrário, ele sofrerá com baixos níveis de hormônios tireoidianos (T3 e T4) e possivelmente desenvolverá hipotireoidismo.

disfunções tireoidianas

 

Disfunções tireoidianas: Hipertireoidismo

A função hiperativa da tireoide, chamada de hipertireoidismo, também pode ocorrer na gravidez. Mas sua frequência é menor. Apenas 0,05 a 2,9% das gestantes apresentam o distúrbio.

 

Fatores de Risco

As alterações hormonais causadas pela gravidez podem alterar o funcionamento da tireoide e provocar distúrbios. Mesmo em mulheres que não apresentavam nenhum problema na glândula antes de engravidarem.

Contudo, algumas têm mais chances de desenvolver essas alterações na glândula. Como:

  • Pacientes com hipotireoidismo estabelecido antes da gestação,
  • Paciente que fazem uso de tiroxina.
  • Pacientes com bócio.
  • Pacientes com histórico familiar de doença autoimune tireoidiana.
  • Portadoras de diabetes melito tipo 1 ou outra doença autoimune
  • Mulheres com antecedentes de parto prematuro ou
    aborto.

Então, mulheres que possuem esses fatores de risco precisam fazer um acompanhamento com endocrinologista desde as primeiras semanas de gravidez. O que não exclui a necessidade de todas as outras gestantes de se atentarem para essas questões. Também fazendo um acompanhamento endócrino e pré-natal.

Um dos primeiros exames que devem ser solicitados é o de avaliação dos níveis de TSH (hormônio estimulante da tireoide). Pois a partir dele é possível o médico determinar se a gestante possui disfunção tireoidiana, ou o risco de evoluir para uma.

 

Tratamento

O tratamento para distúrbios de tireoide na gestação deve começar imediatamente assim que tiver o diagnóstico. Ele é feito a partir de reposição hormonal, nos casos de hipotireoidismo, indicada pelo médico. Além disso, deve-se fazer um acompanhamento durante toda a gestação para ajustar as doses conforme a necessidade da mãe. Como hormônios do tratamento não fazem nenhum mal ao bebê, o tratamento não impede a amamentação.

Já no hipertireoidismo, o tratamento indicado costuma ser a base de medicamentos inibidores de produção de hormônios. Nesse sentido, o médico deve avaliar a necessidade deles, conforme os sintomas da paciente.

Consequências do não tratamento dos distúrbios tireoidianos na gestação

As disfunções tireoidianas ocorridas durante a gravidez, quando não tratadas, podem trazer consequências graves para mãe e para o bebê.

As possíveis consequências, de um distúrbio de tireoide não tratado na mãe, são:

  • Pré-eclâmpsia;
  • Parto prematuro;
  • Anemia;
  • Placenta prévia;
  • Hemorragia após o parto;
  • Aborto.

Já no bebê pode ocorrer:

  • Deficiências cardíacas;
  • Atraso no desenvolvimento mental;
  • Natimorto;
  • Sofrimento fetal e prematuridade;
  • Baixo peso ao nascer.

 

Pós-Parto

Disfunções tireoidianas ocorrem entre 4 e 7% das mulheres durante os 6 primeiros meses após o parto. Na maioria das vezes o distúrbio é transitório, ou seja, tende a ser corrigido com o tempo. Mas a depender da gravidade, pode necessitar de tratamento.

Portanto, as pacientes não podem deixar de tomar os hormônios ou remédios prescritos após o parto sem antes consultar um endocrinologista.

Então, se você está gestando ou pretende engravidar, cuide de sua saúde e da do seu bebê e faça um bom acompanhamento da tireoide.

Síndrome dos Ovários Policísticos: saiba o que é, quais são os sintomas e como tratá-la

Síndrome dos Ovários Policísticos: saiba o que é, quais são os sintomas e como tratá-la

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino crônico caracterizado pelo surgimento de múltiplos cistos ao redor dos ovários, que interferem diretamente na produção hormonal da mulher e provocam o excesso de produção de hormônio masculino (testosterona).

A SOP infelizmente é uma condição muito comum, que atinge cerca de 13% das mulheres em idade fértil no Brasil. Embora não se saiba precisamente o que causa a síndrome, especialistas afirmam a possibilidade de ela ter origem genética, uma vez que tendo casos na família, a probabilidade de desenvolver a doença se torna maior.

Embora em alguns casos se mostre assintomática, a SOP pode causar vários sintomas em menor ou maior grau dependendo da paciente. A grande maioria delas tem aumento na produção de hormônios androgênios que dificultam a ocorrência da ovulação e consequentemente da gravidez. Ciclo menstrual irregular, como longos períodos sem menstruar, ou grandes volumes de menstruação de uma vez, são outra característica da SOP. Pacientes com SOP também tendem a apresentar resistência a ação de insulina, o que aumenta o risco de diabetes. Além disso, mais predisposição à obesidade a SOP também é um fator propiciante à obesidade pressão arterial elevada.

Mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos podem ainda sofrer com queda de cabelo, acne e o hirsutismo, que é o surgimento de pelos com aspectos masculinos em regiões atípicas do corpo feminino, como seios e rosto. Os sintomas da síndrome dos ovários policísticos costumam surgir logo após a primeira menstruação, na fase da puberdade, mas a doença pode aparecer durante toda a idade reprodutiva, sendo comum em mulheres entre 20 e 30 anos.

O tratamento da SOP consiste no uso de pílulas anticoncepcionais para regularizar a menstruação e, quando necessário, medicamentos para prevenir o diabetes, indutores de ovulação e acompanhamento de peso. Aliados a isso, é muito positivo e agrega ao tratamento da paciente com SOP uma dieta que ajude a equilibrar seus níveis hormonais.

 

Síndrome de Ovários policísticos e dislipidemia

Em estudos relacionados à síndrome, constatou-se a interação dela com diversas alterações metabólicas. A principal delas é a obesidade, que é apontada como fator de risco e também fator propiciado pela síndrome. Mas além dela, há outras como dislipidemia, que muitos especialistas consideram ter relação com a SOP.

A dislipidemia é caracterizada pelos níveis elevados de gorduras (lipídeos) no sangue. Os níveis descontrolados de colesterol e triglicérides estão entre essas gorduras. A dislipidemia aumenta as chances de desenvolver doenças cardiovasculares como infarto e AVC. As chances de mulheres com Síndrome de Ovário Policístico ter dislipidemias são maiores. Para isso é importante o que já citamos, um tratamento que integre bons hábitos físicos e alimentares.

A mulher que sofre com ovários policísticos deve evitar alimentos que contribuem para o ganho de peso e para a inflamação do organismo, como os carboidratos simples, encontrados em pães, doces, refrigerantes e farinhas brancas. Ela deve dar prioridade à alimentos orgânicos, ricos em magnésio e carboidratos complexos, encontrados em mandiocas, batatas, aveias, nozes e vegetais. Outro fator que ajuda muito no tratamento dos ovários policísticos é a prática regular de exercícios físicos; ela melhora o metabolismo da glicose, o aproveitamento da insulina e diminui as chances da mulher vir a ter diabetes, que é propiciado pela SOP.

Assim como ocorre com outros distúrbios endócrinos, a síndrome de ovários policísticos favorece a ocorrência de doenças cardiovasculares como infarto e AVC, outro motivo pelo qual uma boa alimentação e exercícios físicos devem ser priorizados.

 

Síndrome de Ovários Policísticos e gravidez.

Uma das maiores preocupações das mulheres que recebem o diagnóstico de SOP é em relação possibilidade de não poder engravidar. Uma vez que a síndrome aumenta a produção de testosterona, ela também diminui a ovulação, o que pode causar dificuldades nesse sentido.

Não são todas as pacientes com SOP que encontram empecilhos para a gravidez. Como a síndrome pode apresentar uma variedade de sintomas e gravidade que varia de mulher para mulher, em alguns casos é possível engravidar sem muitas dificuldades, já em outros casos mais graves, é necessário um tratamento.

O tratamento consiste em medicamentos para induzir a ovulação. Caso a paciente esteja acima do peso, tratar o excesso também é fundamental, pois a obesidade compromete o metabolismo e impõe mais dificuldades para engravidar.

Grávidas que possuem síndrome de ovários policísticos também devem ter um acompanhamento mais rigoroso durante a gravidez, pois há uma maior chance de haver abortos espontâneos, de diabetes gestacional (caracterizado pelo aumento de glicose no sangue durante a gestação) e pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na fase final da gravidez).

 

Cisto no ovário e ovário policísticos não são a mesma coisa

Apesar dos nomes parecidos, o que causa confusão, essas duas condições não são iguais. Enquanto que o ovário policístico é uma doença endócrina metabólica caracterizada por vários cistos com menos de 10 mm, o cisto no ovário é um o acúmulo de líquidos, que se forma dentro ou ao redor do ovário e que não costuma apresentar sintomas.

 

Fatores de Risco.

Apesar de não haver uma causa exata para o surgimento da SOP e causas genéticas serem apontadas como o fator mais comum, algumas outras pré-condições podem favorecer o surgimento da síndrome, são elas; excesso de insulina, resistência à insulina, histórico familiar, baixo peso ao nascer e pubarca precoce (aparecimento dos pelos pubianos no início da puberdade).

É preciso que especialmente os pais também estejam atentos ao aparecimento de sintomas da SOP em suas filhas logo após a primeira menstruação. Especialmente por que a síndrome pode ter efeitos no psicológicos e de humor, uma vez que está atrelada à ganho de peso e possível e surgimento de características masculinas. Além disso, as alterações hormonais também podem influenciar o aparecimento de depressão.

A paciente com SOP também não deve encarar o diagnóstico como algo impositivo e nem negligenciá-lo. Se a síndrome propicia ganho de peso e outros sintomas, com uma dieta adequada, pobre em gordura e tratamento e acompanhamento adequado é possível reverter esse quadro e viver saudavelmente e sem complicações significativas. Consulte seu médico.

Atenção à saúde feminina

Atenção à saúde feminina

Atenção à saúde feminina

Todos nós que vivemos uma vida moderna corrida e passamos muito tempo preocupados com trabalho, família e afazeres, corremos o risco de negligenciar nossa saúde e ignorar os sinais que o nosso corpo nos dá. Mas você sabia que muitas doenças crônicas e endocrinopatias atingem mais mulheres do que homens?

A obesidade é uma delas. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNE) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 2019, aproximadamente 63% das mulheres brasileiras estão obesas ou com excesso de peso. Entre os anos de 2003 e 2009 os índices de obesidade feminina passaram de 15% para 30%. O problema costuma se agravar após a menopausa, quando há uma tendência ao acúmulo de gordura abdominal
Quando falamos de diabetes, especialmente o tipo 2, que tem como uma das principais causas o estilo alimentação, embora no mundo a doença seja mais comum em homens, no Brasil ela também acomete mais as mulheres. Segundo especialistas, fatores biológicos femininos aumentam o risco do diabetes.

Mais de 80% dos casos de fibromialgia diagnosticados são em mulheres. A fibromialgia é uma dor crônica generalizada. Outras síndromes e condições, como a síndrome do intestino irritável, artrite reumatoide, osteoartrite, lombalgia, desordem da articulação temporomandibular, dor pélvica crônica e enxaquecas também afetam mais as mulheres.

A osteoporose, condição em que ocorre uma diminuição progressiva da massa óssea, é outra doença que também ocorre com mais frequência nelas do que neles, principalmente após a menopausa. Isso porque o estrogênio, hormônio que atua sobre a absorção óssea, sofre uma queda drástica no organismo feminino após a menopausa.

As mulheres também sofrem mais com estresse do que os homens, além de fatores externos e da rotina, esse quadro está muito ligado a desequilíbrios hormonais. É importante lembrar ainda que o estresse é fator propiciante ao surgimento de diversas outras doenças, principalmente as cardiovasculares, que incluem hipertensão, AVC e infarto.

Além desses, os distúrbios na tireoide, como hipotireoidismo e hipertireoidismo que afetam a produção hormonal, também acometem mais as mulheres. O câncer na tireoide é também mais prevalente no sexo feminino. A estimativa é de que, para cada um paciente homem com distúrbio nessa glândula, há oito mulheres com o mesmo problema. Além dos sintomas comuns que os problemas na tireoide costumam apresentar, que incluem desregulação do ciclo menstrual, é necessário especial atenção no caso das mulheres em idade fértil que possuem esses distúrbios, pois eles podem levar a redução da fertilidade e a abortos espontâneos.

 

Oscilações Hormonais

Algo que pode causar muito desconforto ao corpo feminino durante vários períodos na vida são as oscilações hormonais. Elas ocorrem todo o mês durante o ciclo menstrual, quando os níveis de estrogênio sofrem queda brusca. Como os hormônios femininos também interferem na produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar, durante o período menstrual e pré-menstrual há também uma queda na produção de serotonina. Todos esses fatores aliados são responsáveis por um quadro generalizado de mal-estar que pode ser mais ou menos intenso dependendo da mulher. Sensações comuns durante essa fase são dores nas mamas, dor de cabeça, dores nas pernas, intestino preso, cansaço e irritabilidade.

Ainda hoje há muito preconceito por parte daqueles que acreditam que tais sintomas não existem e que tudo não passa de um drama ou de uma atuação. No entanto, os desconfortos partem dos mesmos princípios que já sabemos ser verdade, de que uma produção hormonal alterada mexe com nosso organismo e provoca alterações.

Outras oscilações hormonais que também acomete as mulheres são aquelas geradas pela gravidez. Durante a gestação os níveis de estrogênio e progesterona aumentam em 30 vezes, para dar conta de coordenar esse novo metabolismo. Se os níveis de progesterona estão baixos no início da gravidez, as chances de sofrer aborto crescem. Por outro lado, esse aumento da progesterona no organismo pode ser o responsável pelos enjoos e pela sonolência que pode ser sentida pela gestante.

Já o aumento de estrogênio, responsável pela dilatação vascular, é o que faz os seios aumentarem e também pode causar ondas de calor e ataques de rinite. Após o parto, há mais alterações hormonais. No puerpério, período que se segue logo após o nascimento do bebê, novamente ocorre queda dos níveis de estrogênio e progesterona. Com isso, o útero começa a voltar ao seu tamanho normal, diminuindo cerca de um centímetro por dia.

Na menopausa, as quedas hormonais na produção de estrogênio provocam vários desconfortos, como ondas de calor, transpiração, suores noturnos, depressão e irritabilidade. Nesse período é importantíssimo que haja acompanhamento médico e um tratamento de reposição hormonal para compensar as perdas de hormônios.

 

Mortalidade entre Mulheres

A principal causa de morte entre mulheres brasileiras, assim como ocorre com os homens, são as doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC. Essas doenças costumam incidir mais após a menopausa.

É preciso estar atenta, uma vez que os fatores de risco para o surgimento das doenças cardiovasculares estão muito associados à um estilo de vida pouco saudável, que incluem má alimentação, a obesidade, estresse, sedentarismo e outros agravantes, como tabagismo.

Quando falamos de neoplasias (câncer), que também são propiciadas pela obesidade, o de mama aparece em primeiro lugar como o tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil, seguido pelo câncer colorretal e câncer de colo de útero.

O diabetes também é outra questão preocupante. Ele é a 9ª causa de morte entre mulheres no mundo, causando 2,1 milhões de óbitos por ano. Além disso, mulheres com diabetes tipo 2 têm em média 10 vezes mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares do que as não diabéticas.

Apesar de infelizmente dados de pesquisas revelarem que as mulheres estão mais predispostas e sujeitas a vir a ter algumas doenças crônicas e endocrinopatias, todos esses diagnósticos tem tratamento e os sintomas podem ser aliviados com uma boa alimentação, sugerida por especialista, e uma prática regular de exercícios físicos. Quanto mais cedo diagnosticados, mais fácil é tratar esses quadros, por isso faça um acompanhamento de rotina e não descuide da sua saúde. Priorize sempre aquilo que vai beneficiar o seu bem-estar físico e mental

Menopausa: Terapia Hormonal

Menopausa: Terapia Hormonal

A palavra menopausa surgiu em uma obra escrita por um médico francês, Charles Gardanne, no ano de 1816, e representa a união dos termos ménès e pause, sendo traduzido para mês e fim da menstruação.  E essa parada da menstruação é um marco muito importante na vida das mulheres, pois há profundas mudanças, tanto no nível psíquico como físico, mudanças essas que podem afetar levemente ou intensamente a qualidade de vida.

E a menopausa ocorre em consequência da falência ovariana fisiológica, com a queda dos hormônios estrógenos. Ela é caracterizada após 12 meses sem menstruar.  Já o período anterior a menopausa em que há irregularidade menstrual é chamada climatério, período no qual a mulher já pode começar a sofrer os efeitos da redução dos hormônios estrógenos.

 

Manifestações Clínicas que Podem Surgir na Menopausa

  • Irregularidade menstrual;
  • Sangramento uterino alterado;
  • Parada da menstruação;
  • Ressecamento vaginal;
  • Sangramento após a relação sexual;
  • Dispareunia – dor na relação sexual;
  • Incontinência urinária;
  • Infecções urinárias de repetição;
  • Ressecamento e enrugamento da pele decorrentes de modificações do colágeno;
  • Aumento da fragilidade capilar;
  • Hirsutismo facial – pelos na face em regiões comuns nos homens;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Diminuição da libido (desejo sexual);
  • Insônia;
  • Diminuição da memória;
  • Fogachos (ondas de calor);
  • Aumento do colesterol ruim (LDL), diminuição do colesterol bom (HDL), aumentando o risco para doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico;
  • Aumento da gordura abdominal (da barriga) e diminuição da massa muscular, aumentando o risco de diabetes entre outras;
  • Osteopenia/osteoporose;
  • Osteoartrite (artrose);
  • E outras;

 

Benefícios da Terapia Hormonal da Menopausa

Os benefícios são inúmeros, mas os mais importantes são:

  • o alivio dos fogachos (ondas de calor);
  • melhora da secura vaginal;
  • melhora da massa óssea;
  • redução da insônia e das mudanças de humor;
  • redução do risco de diabetes;
  • menor acúmulo de gordura abdominal;
  • diminuição do risco de câncer colorretal, entre muitos outros benefícios.


No entanto, essa terapia também pode levar a prejuízos a saúde quando mal indicada e feita por profissional não capacitado
, pois pode em determinados grupos de mulheres e dependendo também dos hormônios utilizados, aumenta-se o risco de doença cardiovascular, câncer de mama e tromboembolismo.

Nunca é demais lembrar que somente profissionais qualificados devem prescrever essa terapia para que você obtenha somente os benefícios.

 

Tratamento

A mulher, antes do tratamento, deve passar por uma boa avaliação médica, com a realização de diversos exames. E a terapia é:

  • Alimentação saudável;
  • Exercício físico;
  • Hormônio estrógeno;
  • Hormônio progestógeno – se a mulher tiver útero;
  • Para mulheres em que há contra contra – indicação ao uso de estrógeno: tibolona, raloxifeno e fitoestrógenos (fraca evidência de alguma eficácia);
  • Antidepressivos e outros medicamentos de pouca evidência da eficácia.

 

 Dica Mais Importante de Todas!!

  1. SOMENTE realize terapia com profissionais capacitados, pois terapia com hormônio não é brincadeira. Pode oferecer diversos benefícios, mas com os hormônios errados ou mal indicada, pode levar a sérios prejuízos a sua saúde;
  2. CORRAM dos profissionais que mandam manipular os hormônios em farmácias de manipulação, pois a dose desses hormônios é muito baixa, sendo muito difícil ser quantificado. A pureza deve ser alta;
  3. E mais uma vez, CORRA QUILÔMETROS de profissionais que LOGO NO INÍCIO da terapia já queiram te prescrever TESTOSTERONA!!!!

 

Referência:

Endocrinologia Feminina e Andrologia. Ruth Clapauch. Segunda Edição. 2016.

 

Síndrome dos Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos

Mais uma causa de obesidade e outras doenças.

 

Muitas mulheres apresentam obesidade, diabetes, infertilidade e são tratadas de maneira inadvertida, tratando somente as consequências, pois não tiveram o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos, a qual deve ser tratada de uma maneira toda especial.

Essa é a patologia endócrina que mais acomete as mulheres no período reprodutivo e está associada a resistência insulínica (podendo evoluir para diabetes), hipertensão arterial sistêmica, obesidade, dislipidemia, infertilidade, maior risco de doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico entre outras. E a causa da SOP é multifatorial, tendo um padrão de herança poligênica associada a fatores ambientais como má alimentação, sedentarismo e muitas outras.

O diagnóstico pelo Consenso de Rotterdam – 2003 se dá pela presença de, pelo menos, dois dos seguintes itens:

  • Disfunção menstrual;
  • Hiperandrogenismo – quadro que cursa com aumento de hormônios sexuais masculinos – clínico e/ou laboratorial;
  • Ovários policísticos à ultrassonografia.

E quando se fala em ovários policísticos à ultrassonografia, existe alguns critérios, sendo o aumento do volume ovariano em mais de 10 ml e/ou presença de 12 ou mais folículos medindo entre 2 e 9 mm de diâmetro em, pelo menos, um dos ovários. E o exame deve ser realizado entre o 3-5 dia do ciclo menstrual e a mulher não deve estar em uso de anticoncepcional oral.

E com aumento dos androgênios (aumento dos hormônios sexuais masculinos) pode haver hirsutismo (crescimento de pelos em locais comuns em homens), acne, alopecia e outras.

 

Consequências da Síndrome dos Ovários Policísticos

  • Obesidade;
  • Hirsutismo (aparecimento de pelos em locais comuns em homens);
  • Acne;
  • Amenorreia;
  • Oligomenorréia;
  • Infertilidade;
  • Abortamento recorrente espontâneo;
  • Apneia do Sono;
  • Intolerância à glicose;
  • Alterações hormonais;
  • Hipertensão arterial sistêmica;
  • Aumento do risco de câncer de útero e mama;
  • Diabetes melitos tipo 2;
  • Dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicerídeos);
  • Aumento de risco de infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico;
  • Esteatose hepática (gordura no fígado);
  • Pode se encontrar também Acantose Nigricans que são manchas escuras mais comuns em regiões de dobras.

 

Tratamento

  • Controle da SOP;
  • Tratar o hirsutismo;
  • Normalizar a menstruação;
  • Promover fertilidade na mulher que desejar engravidar.

Sendo o principal pilar do tratamento a Mudança no Estilo de Vida adotando dieta hipocalórica, pobre em gorduras saturadas, com pouco sódio e exercícios físicos.

E os medicamentos usados no tratamento podem ser:

  • Anticoncepcionais orais com progestágenos como drosperinona ou ciproterona ou clormadinona;
  • Espironolactona;
  • ciproterona;
  • Flutamida (evitada por ser mais tóxica ao fígado);
  • Finasterida;
  • Citrato de Clomifeno – no tratamento da infertilidade;
  • Gonadotrofinas – nos casos não responsivos ao Clomifeno e metformina;
  • Metformina;
  • Inibidores de Aromatase como o Letrozol;

 

Conclusão

Essa patologia muitas vezes deixa de ser diagnosticada ou as vezes é diagnosticada de forma incorreta em quem não apresenta o problema ou ainda é diagnosticada de maneira correta, mas tratada de forma inadequada. Portanto, procure o profissional médico mais adequado para isso, pois do contrário as consequências poderão ser desastrosas.