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O perigo das dietas milagrosas

O perigo das dietas milagrosas

O perigo das dietas milagrosas: Dieta da fruta, dieta da proteína, dieta do vinagre, dieta da melancia… Basta uma simples pesquisa na internet, ou uma visita às redes sociais e você encontrará um leque imenso de promessas de emagrecimento milagroso baseado em dietas controversas como essas.

O principal motivo pelo qual todos os especialistas contraindicam esses tipos de dietas é porque, além de não funcionarem, elas podem fazer muito mal à sua saúde.

Embora cada uma apresente uma particularidade, ou um elemento chave, como o consumo de um chá ou fruta específica, algo que todas essas dietas têm em comum é o fato de serem muito restritivas. Algumas determinam que as frutas devem ser a única fonte de alimentação da pessoa durante vários dias, outras colocam que a pessoa deve tomar apenas shakes e muitas delas estipulam ainda longos períodos de jejum, sem comer absolutamente nada.

Nos Estados Unidos novas propostas de dietas absurdas propõe até mesmo que a pessoa substitua a alimentação via oral por uma sonda de nutrientes.

É claro que formas tão restritivas e impositivas não podem dar bons resultados. Se a pessoa fica longos períodos ingerindo só frutas, ela está deixando de ingerir as fibras e gorduras necessárias para o seu organismo. Nosso corpo necessita de porções diárias de macro e micronutrientes. Entenda a diferença entre eles:

 

  • O perigo das dietas milagrosas: Os macronutrientes são o grupo composto por carboidratos, lipídeos (gordura), proteínas e fibras. Nosso organismo precisa de grandes quantidades deles, que estão presentes em muito do que comemos diariamente e são responsáveis por nos dar energia e pelo bom funcionamento do nosso metabolismo.
  • O perigo das dietas milagrosas: Os macronutrientes podem ser encontrados em frutas, cereais, produtos integrais, grãos, carnes, nozes, produtos da soja e abacate.

Os micronutrientes por sua vez, não precisam ser ingeridos em tanta quantidade quanto os macros. Eles são um grupo composto por vitaminais e minerais que o nosso corpo necessita para produção de hormônios, enzimas e outras substâncias, além do fato de atuarem em funções fisiológicas essenciais, e estarem totalmente relacionado às atividades metabólicas e endócrinas.
Alguns exemplos de micronutrientes são cálcio, sódio, fósforo, potássio, ferro, iodo, zinco, entre outros.

Micronutrientes podem ser encontrados em alimentos como peixes, carnes vermelhas, ovos, leites e derivados, legumes e verduras.

Se a pessoa decide seguir uma dieta que veta o consumo de carboidratos, as chances de ela se sentir indisposta, sem energia e sem foco são altas, pois nosso cérebro necessita de carboidratos e eles são nossa principal fonte de energia.

O perigo das dietas milagrosas

O perigo das dietas milagrosas: Carboidratos Simples X Carboidratos Complexos

É fato que os carboidratos são nossa principal fonte de energia, e que se os consumimos em excesso e não gastamos, ele acaba se acumulando em forma de gordura em nosso corpo. Mas a maioria das pessoas demoniza os carboidratos porque associa eles aos alimentos ultra processados e calóricos, porém, muitos não sabem que existem duas classes diferentes de carboidratos que atuam de maneiras distintas em nosso corpo e que também não são encontrados nos mesmos alimentos.

Os carboidratos complexos são aqueles encontramos em alimentos menos doces e de origem mais natural e menos processada, como arroz e macarrão integral, cereais integrais, lentilhas, grão de bico, cenoura e amendoim.
Esses alimentos têm uma digestão mais lenta e, por isso, chegam até o sangue mais devagar, gerando uma sensação de saciedade por um período maior. Em geral, eles mais ricos em vitaminas do complexo B, ferro, fibras e minerais.

Os carboidratos simples, por outro lado, são aqueles encontrados em alimentos mais doces, que em muitos casos contém açúcar refinado. Alguns exemplos são: pão francês, mel, geleia de frutas, melancia, uva passa, cereais, arroz branco, macarrão cozido sem molho, pipoca e refrigerante, bolos, tortas, pizzas e massas em geral.

Este tipo de carboidrato é digerido rapidamente pelo organismo e por isso é absorvido também de forma mais rápida, proporcionando uma sensação de saciedade curta.

Esses alimentos são indicados para quem faz exercícios de alto desempenho e que necessitam de grandes quantidades de energia rápida, mas como contém elevados índices de glicose, não são recomendáveis para quem está em um processo de emagrecimento.

Por isso as dietas que seguem a lógica de cortar carboidratos (ou qualquer outro grupo de alimentos) não costumam dar certo, pois cada grupo representa uma ação importante em nosso organismo. Dietas que incluem apenas chás e shakes são ainda mais perigosas, por possuírem baixíssimos níveis calóricos a pessoa corre o risco de sentir tonturas e passar mal.

Os regimes que propõem o aumento demasiado da ingestão de algumas substâncias como vinagre e limão, por sua vez, aumentam a acidez do estômago e podem causar azia e outras complicações mais graves. O que muitas dessas dietas têm em comum também, além dos malefícios à saúde, é que elas são muito difíceis de serem cumpridas até o fim, provocam ansiedade e estresse nas pessoas que não conseguem segui-las e geralmente acabam causando efeito rebote. Ou seja, mesmo que você emagreça, é muito provável que recupere tudo novamente. Isto porque, após ingerir tão poucas calorias, quando você comer o seu cérebro vai entender que precisa estocar o máximo possível. E também as chances de a pessoa perder o controle quando for comer após passar tanto tempo se alimentando pouco ou quase nada, são grandes.

Há dietas que até intercalam dias de regime intenso e dias em que a pessoa pode comer alimentos super calóricos, como lanches, sorvetes, pizzas e outros em grandes quantidades, as vezes comem até passar mal. Nas dietas esses são chamados os dias de “lixo”. Mas nenhum alimento é lixo, e acima de tudo, nosso o nosso corpo não é uma lata de lixo, tudo o que colocamos dentro dele tem que ser com o objetivo de fazer o bem, de fazê-lo funcionar em sua melhor performance. Por isso não adianta grandes excessos e nem restrições intensas, o equilibro através de uma dieta balanceada prescrita por um profissional é sempre o melhor caminho.

O perigo das dietas milagrosas

Você sabia que o bom funcionamento do seu cérebro depende de uma boa nutrição?

Você sabia que o bom funcionamento do seu cérebro depende de uma boa nutrição?

O bom funcionamento do seu cérebro depende de uma boa nutrição.

Você sabia que uma alimentação balanceada, com boas porcentagens de micro e macronutrientes, também desempenha funções indispensáveis para o bom funcionamento do nosso cérebro?

Sintomas como confusão, fadiga mental, mal humor, esquecimento e dificuldade de se concentrar, podem ser transformados a partir de uma boa nutrição.

Para funcionar bem, nossa mente necessita de um consumo saudável de todos os grupos de alimentos, incluindo os carboidratos, que são fontes de glicose. A glicose atua fornecendo energia para nosso cérebro. Existem alimentos que são fontes de carboidratos complexos, esses são mais saudáveis e podem ser encontrados em frutas no geral, mandioca, linhaça, quinoa, aveia e milho. Eles devem ser preferidos em relação aos carboidratos simples, menos saudáveis, encontrados em pães, massas, bolos e pizzas.

Outra fonte de alimento que contribui muito para a saúde do nosso cérebro são os peixes, pois são fontes de ômega 3, o que auxilia na função neurológica, sensibilidade cognitiva, que é a capacidade de agir com discernimento, e também aprendizado e comportamento.

Alimentos que possuem grandes quantidades de fibra ajudam a produzir triptofano, que é um aminoácido utilizado na produção da serotonina e dopamina. Portanto, as fibras também merecem atenção quando o assunto é saúde do cérebro. A serotonina no cérebro é responsável pela sensação de bem-estar, melhora no humor, regulação do sono, da temperatura corporal e do apetite, além de também auxiliar nas funções cognitivas.

Alimentos ricos em vitaminas do complexo B (B1, B6, B12 e ácido fólico), como peixes, castanhas, abacate e fígado são ótimos para a memória, já que essas vitaminas atuam no desenvolvimento dos neurônios e facilitam a comunicação entre os neurotransmissores. Além disso, essas vitaminas preservam nossas estruturas cerebrais e nos dão ânimo. Como aliado importante de uma boa alimentação rica em ingestão de nutrientes, é essencial consumir bastante água, pois é ela a responsável por fazer os nutrientes chegarem ao cérebro.

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NUTRIENTES E SUAS ATUAÇÕES NO CÉREBRO

LUTEÍNA:

Além de estimular a visão, esse nutriente está totalmente associado a preservação da capacidade cognitiva que o cérebro perde com o envelhecimento. A luteína também atua no raciocínio lógico e na memória. Ela está presente na couve, brócolis, kiwi, couve-flor, entre outros.

CAFEÍNA:

Todos sabem como a cafeína pode auxiliar e dar ânimo para as atividades do dia a dia. Esse composto químico é energizante e turbina a memória, principalmente a memória recente. Além do café, outras fontes de cafeína são chás pretos, chimarrão e multivitamínicos.

SELÊNIO:

A ingestão regular de selênio previne o envelhecimento precoce das células e o estresse oxidativo que provoca danos neurais e propicia condições como Mal de Alzheimer. As principais fontes de selênio são produtos de origem animal, carnes, leites e derivados.

ÔMEGA 3:

O ômega 3 é um ácido graxo que tem funções neuroprotetoras e por isso protege o cérebro de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, e de danos cerebrais propiciados pelo envelhecimento. Ele é encontrado em peixes e frutos do mar.

Se existe uma gama de alimentos tão benéficos capazes de nos fazer pensar melhor e até ter um raciocínio mais inteligente, o oposto também é verdadeiro. Algumas substâncias e comidas específicas deterioram nosso funcionamento neurológico e propiciam quadros de demência.

Um dos principais grupos que encabeça a lista de alimentos prejudiciais ao cérebro são os Junk Food, ou comidas de Fast Food como conhecemos. São comidas industrializadas ricas em sódio e gordura. Conforme pesquisa realizada na Austrália em 2020, após apenas uma semana se alimentando só desse tipo de comida, já é possível notar danos no hipocampo, região responsável pela regulação da memória e do apetite. A pessoa fica com mais vontade de comer fast-food, mesmo estando satisfeita, e a memória fica comprometida.

Pode parecer óbvio, uma vez que ele é sempre apontado como vilão, mas o açúcar em excesso também faz muito mal ao cérebro. Estudos têm evidenciado que uma alimentação com excesso de açúcar pode gerar no cérebro os mesmos efeitos que um vício em drogas. Em 12 dias de alto consumo, pesquisadores constataram grandes mudanças nos níveis de dopamina e opioides no órgão, que se assemelhavam aos efeitos de uma droga viciante.

Alimentos fritos também devem ser evitados a fim de preservar a saúde do cérebro. A gordura saturada nos alimentos fritos danifica a barreira hematoencefálica, essa barreira quando afetada permite a entrada de substâncias prejudiciais ao cérebro. Gorduras trans, encontradas em alimentos como margarina, pizza congelada, massas refrigeradas, café com creme e pipoca de micro-ondas, consumidas a longo prazo podem afetar as funções cognitivas e diminuir o volume total do cérebro.

Vale salientar que comer de vez em quando e com moderação esse tipo de alimento não comprometerá sua saúde cerebral significativamente, o principal alerta é para o consumo frequente e em excesso dessas comidas e os prejuízos que isso pode trazer a médio e longo prazo, não só para seu físico, como para suas funções neurológicas.

Conforme frase do endocrinologista e nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrólogos, “Quem quer que seja o pai de uma doença, a mãe é uma alimentação deficiente”.

DESEMPENHO ESCOLAR

Uma das principais preocupações em relação a alimentação é durante o período escolar. Pais e familiares devem estar atentos, assim como as escolas, pois é consenso entre especialistas da área que uma má alimentação, pobre em nutrientes necessários e inclusive a desnutrição afeta severamente o desempenho da criança e do adolescente no sistema de ensino. A má alimentação compromete a produção de neurotransmissores como a noradrenalina, o gaba, a serotonina e a acetilcolina, e por isso uma criança mal-alimentada terá a comunicação entre seus neurônios, e consequentemente, o seu aprendizado, comprometidos.

É necessário se atentar a detalhes, conhecer os grupos de alimentos, os nutrientes que compõem uma boa alimentação e começar a partir de casa uma mudança alimentar que ajude as crianças e adolescentes a terem mais energia e melhor raciocínio no período escolar. A dica também é super válida para jovens em período de pré-vestibular.

Nunca devemos esquecer que tudo deve ser consumido na medida certa e sem excesso, com a devida orientação de um especialista, para alcançarmos o melhor do nosso corpo.

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Alimentos Podem Prevenir O Câncer?

Alimentos Podem Prevenir O Câncer?

A morbimortalidade por câncer vem aumentando nos últimos anos, e essa passa a ser uma das maiores preocupações da medicina e do povo em geral. Uma publicação na Revista Global Cancer Statistics em 2011 mostrou que no ano de 2008, houve 12,7 milhões de novos casos no mundo e nesse mesmo ano 7,6 milhões de pessoas morreram por essa patologia, e há previsão de que no ano de 2020 tenhamos 16 milhões de novos casos.

Outra publicação, nos revela que possivelmente mais de 2/3 dos casos de câncer são preveníveis alterando estilo de vida, ou seja, aproximadamente, 30 a 40% dos casos são preveníveis pelo consumo de uma dieta saudável, atividade física regular e manutenção do peso corporal – evitando a obesidade.  Portanto, essa patologia é fruto de estilo de vida inadequado, exposição ambiental a agentes cancerígenos e a genética.

 

PRINCIPAIS FORMAS DE PREVENIR O CÂNCER

  • Atividade física regular;
  • Evitar o ganho de peso/obesidade;
  • Evitar o excesso de bebidas alcóolicas;
  • Suspender o tabagismo;
  • Evitar a radiação UV;
  • Evitar alimentos contaminados por pesticidas;
  • Evitar excesso de gorduras saturadas e carnes vermelhas;
  • Evitar agentes biológicos, químicos e físicos que possam induzir a patologia;
  • Consumo de frutas e vegetais;
  • Consumo de alimentos ricos em substâncias quimiopreventivas.

 

Assim, hoje vamos nos ater a apresentar alguns quimiopreventivos, que são agentes químicos naturais ou sintéticos, que podem ajudar no bloqueio ou prevenção do surgimento do câncer, atuando de diversas formas, como exemplo no stress oxidativo como antioxidantes e mantendo a homeostase (bom funcionamento) celular.  Sendo os alimentos a melhor fonte dessas substâncias, enumeramos abaixo alguns desses agentes químicos e suas principais fontes alimentares:

  • Resveratrol – encontrado na uva e vinho tinto;
  • Curcumina – no açafrão, curry e mostarda;
  • Ácido caféico – frutas, grãos de café e soja;
  • Ácido ferúlico – frutas, soja e arroz;
  • Epigalicatequina-3 galato – chá verde;
  • Ácidos clorogênicos – frutas, grãos de café e soja;
  • Alil-isocianato – couve de Bruxelas;
  • 2-Feneletil-isotiocianato – repolho;
  • Benzil-isotiocianato – agrião;
  • 3-Metilsulfinilpropil isotiocianato – brócolis;
  • Sulforafano – brócolis;
  • Dialil sulfetos – alho e cebola;
  • Alil mercaptana – alho e vegetais;
  • Alil metil trisulfido – alho e vegetais;
  • S-Alil cisteína – alho;
  • Indol-3-carbidol – vegetais crucíferos;
  • Brassinina – vegetais crucíferos;
  • Ácido fólico – vegetais em geral;
  • Vitamina A – carnes;
  • Vitamina E – óleos vegetais;
  • Vitamina C – vegetais e frutas em geral;
  • Vitamina D – laticínios e peixes de águas frias profundas;
  • Cálcio – laticínios e vegetais verdes;
  • Selênio – castanha do Pará e vegetais/frutas/grãos/carnes;
  • Ferro – carne vermelha;
  • Zinco – carne e vegetais em geral;
  • Licopeno – tomates, goiaba, melancia, mamão e damasco;
  • Luteína – vegetais verde-escuro;
  • Betacaroteno – vegetais amarelo-alaranjados;
  • Genisteína – soja e produtos da soja;
  • Quercetina – vegetais e frutas em geral;
  • Rutina – vegetais e frutas em geral;
  • Catequinas – chá verde e chá preto;
  • Antocianinas – uvas e vegetais em geral;
  • Ácido elágico – na romã, diversas nozes e castanhas, morangos entre outros;
  • Lupeol – na manga, azeitona, figueira, morango e uvas vermelhas;
  • Ácido betulínico – amplamente distribuído nos vegetais em geral;
  • Ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 – linhaça, canola e óleo de peixe;
  • Capsaicina – pimenta;
  • 6-Gingerol – gengibre;
  • E muitos outros.

 

Conclusão

A melhor maneira de se evitar o câncer e qualquer outra doença é ter uma vida saudável, evitando o estresse, dormindo bem, comendo bastante vegetais, praticar exercício físico, evitar álcool em excesso, suspender o tabagismo, controlar o peso e acompanhamento periódico com médico de sua confiança.

 

Referências:

Os alimentos funcionais e a sua SAÚDE

Os alimentos funcionais e a sua SAÚDE

Estamos vivendo mais, e o aumento da longevidade vem acompanhada de diversas doenças degenerativas, doenças estas que quase sempre exigem o uso de muitos medicamentos para controle. Portanto, tem se despertado, cada vez mais, a busca por alimentos que possa contribuir na prevenção dessas doenças, aumentando a longevidade e melhorando a qualidade de vida. Esses alimentos são os Alimentos Funcionais.

 

O QUE SÃO OS ALIMENTOS FUNCIONAIS?

Os alimentos funcionais são aqueles que em sua composição contêm componentes bioativos que contribuem com a manutenção de nossa saúde. E esses componentes bioativos estão presentes principalmente nos vegetais, sendo este, um dos motivos do estimulo em comer mais verduras, legumes, grãos integrais em detrimento de carnes, alimentos processados e ultra processados.

Com isso, esperamos a melhora da saúde de uma forma geral, a melhora do sistema imune, retardo do envelhecimento, controle e prevenção de diversas doenças ou até mesmo facilitando a recuperação de certos estados patológicos.

 

E quando pensamos em componentes fito químicos/bioativos falamos principalmente de:

  • Terpenos – amplamente distribuído nos vegetais verdes e grãos e apresentam propriedades antioxidantes e anti proliferativas, podendo prevenir o câncer entre outras doenças. E são divididos em Carotenoides e Limonóides, sendo os carotenoides encontrados principalmente em alimentos de cor vermelha, laranja e amarela. Já os limonóides são encontrados em cascas de frutas cítricas;
  • Fitoesteróis – presentes na maioria das plantas, vegetais verdes e amarelos, principalmente nas sementes. Essas substâncias diminuem a absorção de colesterol e há estudos que relatam a sua importância na prevenção de tumores como câncer de mama, próstata e cólon. Os alimentos mais ricos nesse fito químico são: germe de trigo, óleo de farelo de arroz, óleo de gergelim, óleo de milho, óleo de canola e amendoim;
  • Polifenóis – são divididos em ácidos fenólicos, flavonoides, lignanas e estilbenos. Um exemplo de alimento em que é encontrado o ácido fenólico é o café, e há alguns estudos epidemiológicos que evidenciam que o café estaria associado a diminuição do risco de diabetes tipo 2, Doença de Parkinson e doenças hepáticas. E mais recente um estudo demonstrou que a ingestão de café está associada a uma vida mais longa. Um outro grande representante que está no grupo dos estilbenos é o resveratrol, encontrado no vinho tinto, com efeitos anticâncer e protetor cardiovascular. E existem muitos alimentos que entram nesse grupo, com os mais variados benefícios a saúde, mas isso vai dar um texto a parte;
  • Tióis – os tióis estão presentes nos vegetais crucíferos (couve-flor, brócolis, rúcula, couve de Bruxelas entre outros) e alguns estudos demonstram que estão associados a menor risco de muitos tipos de câncer;
  • Indóis – encontrados principalmente no agrião, mostarda, couve de Bruxelas, couve, brócolis e couve flor. E em estudos experimentais exerceram proteção contra câncer de mama e de cólon;
  • Tocoferóis e tocotrienóis – esse grupo está presente nos óleos de oliva, girassol, castanha e grãos integrais. Exercem efeitos antioxidantes, inibe agregação plaquetária e podem promover vasodilatação, assim previnem diversas doenças e em especial doenças cardiovasculares como o infarto agudo do miocárdio.

 

Conclusão

Esse assunto é muito amplo, e no texto foi apresentada apenas uma breve introdução ao tema, mas que fique a dica: coma vegetais, os mais variados possíveis, faça um prato colorido, abuse de todos esses alimentos e é muito importante que se tenha a orientação de um profissional médico capacitado e/ou nutricionista para obter o máximo de benefícios. E cuidado com os modismos encontrados principalmente na internet e divulgados de maneira inadvertida inescrupulosamente até por “profissionais de saúde” e/ou industrias de alimentos/farmacêuticas que visam somente o lucro.

Vegetarianismo

Vegetarianismo

Definição, classificação e cuidados a serem tomados

 

Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira “é considerado vegetariano todo aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, aves e peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos”.

No entanto, apenas restringir a ingestão de alimentos de origem animal e seus derivados não é Vegetarianismo, vai além disso, pois o vegetarianismo se baseia na ingestão de alimentos vegetais, mas de forma equilibrada.

 

Classificação do Vegetarianismo

  • Ovolactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na alimentação ou em preparações culinárias.
  • Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios na alimentação ou em preparações culinárias.
  • Ovovegetariano: é o vegetariano que não utiliza laticínios, mas consome ovos na alimentação ou o ingere por meio de preparações culinárias.
  • Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro ou vegan ou vegano.
  • Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que não consome nenhum alimento de origem animal assim como se recusa a usar componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais.

 

 

Discutindo o Vegetarianismo

O ser humano é onívoro por natureza, assim com a evolução, o homem se tornou capaz de consumir diversos alimentos, e essa adaptação garantiu a perpetuação da espécie.

A ingestão de alimentos de origem animal foi fundamental para a sobrevivência e evolução do ser humano, pois esses alimentos apresentam, de forma geral, maior concentração calórica do que os alimentos de origem vegetal, permitindo nosso organismo realizar depósitos de energia, principalmente em forma de tecido adiposo – gordura, permitindo nossos ancestrais passar por períodos de privação alimentar.

Com o descobrir do fogo, do cozimento, passamos ser capazes de tornar os alimentos vegetais mais digeríveis e consequentemente mais nutritivos e nosso sistema digestório também passou por processos de adaptação, nos tornando aptos a ingerir, digerir e aproveitar nutritivamente grande variedade desses alimentos. 

As proteínas de origem animal são de alto valor biológico, ou seja apresentam todos os aminoácidos essenciais e apresentam grande impacto positivo no balanço nitrogenado, já as proteínas de alimentos vegetais geralmente apresentam deficiência em determinado aminoácido (aminoácido limitante), como exemplo temos os cereais com deficiência relativa no aminoácido lisina, mas quando combinada com leguminosas, que são ricas em lisina, se complementam, por isso a necessidade de se fazer combinações alimentares adequando essa deficiência de aminoácidos. E os vegetais ainda podem ser de mais difícil digestão e conter fatores anti nutricionais, mas tudo isso pode ser corrigido com a melhor combinação entre os alimentos, modo de preparo e se necessária, a suplementação, por isso é fundamental a orientação de profissional médico capacitado e nutricionista para quem deseja adotar o vegetarianismo.

Geralmente os alimentos de origem animal contem maior quantidade de ferro e de forma mais biodisponível quando comparados aos alimentos vegetais, e deve-se ter atenção especial também no cálcio, pois sua quantidade e biodisponibilidade em alimentos vegetais tende a ser muito mais baixa também.  A vitamina B12 é difícil de ser adequada em vegetarianos estritos. Portanto, a suplementação de ferro, cálcio, vitamina B12 e zinco pode ser necessária e deve ser monitorada por toda a vida do vegetariano, pois em cada etapa da vida a demanda pode ser diferente, como em crianças, adultos homens e mulheres, gestantes, idosos e ainda portadores de alguma patologia.

Diversos estudos demonstram grandes benefícios que dieta vegetariana pode trazer a nossa saúde, no entanto essa dieta quando desequilibrada pode ter efeito inverso, trazendo grandes prejuízos a saúde, assim como a dieta onívora também desequilibrada.

 

Ferro e Vitamina B12

A absorção do ferro e da vitamina B12 estão diretamente ligadas a acides estomacal, e os idosos apresentam menor acides no estomago – acloridria, e também o uso de antiácidos pode comprometer a absorção. E a anemia perniciosa, que é doença autoimune, pela diminuição da produção de fator intrínseco, compromete a absorção de vitamina B12.  A absorção de vitamina B12 ocorre no íleo terminal, portanto qualquer patologia ou cirurgia que comprometa essa região, pode comprometer também toda absorção da vitamina B12.

A falta de vitamina B12 pode levar a anemia, demência e a sintomas neuropsiquiátricos, e o ferro em anemia, fraqueza, cansaço, perversão alimentar, diminuição da cognição entre outras.

Portanto, após a avaliação médica de todas essas variáveis, história do indivíduo, exame físico e dosagem desses elementos e outros marcadores de deficiência, o mesmo decidir a necessidade da suplementação/reposição ou não, e se suplementar/repor, fará de forma mais adequada.

 

Conclusão

A dieta vegetariana pode ser muito benéfica a nossa saúde, no entanto deve ser equilibrada, pois do contrário pode ter efeito inverso, levando a sérios prejuízos à saúde. Portanto, é fundamental o acompanhamento por profissional médico capacitado para que se possa aproveitar todos os benefícios do vegetarianismo.

 

Referências

American Dietetic Association. Dietitians of Canada. Position of the American Dietetic Association and Dietitians of Canada: Vegetarian diets. Journal of the American Dietetic Association, 2003. 103(6): p.748-65

SLYWITCH, E. Guia Alimentar de Dietas Vegetarianas para Adultos. 2012. Disponível em: <http://www.svb.org.br>.

Obesidade: A Série

Obesidade: A Série

O diagnóstico da obesidade é relativamente fácil, no entanto descobrir a causa ou causas da obesidade nem sempre é tão fácil, pois a mesma pode ter muitas causas, isoladas ou juntas provocando a doença.  E há muito preconceito até por parte dos profissionais de saúde até no diagnóstico da “Doença Obesidade”, talvez até por desconhecimento, muitos ainda a consideram como um distúrbio alimentar ou comportamental e não uma doença.

E infelizmente, muitas vezes por isso, o tratamento dessa doença acaba sendo retardado, levando a prejuízos a saúde as vezes até irreversíveis.  Portanto, a mesma deve ser encarada com muita seriedade, sem preconceitos e a maioria tratada com dieta, atividade física, medicamentos e até procedimentos cirúrgicos.

Como é doença, deve ser diagnosticada e tratada por profissional médico, o qual por vezes vai solicitar apoio nutricional para o profissional nutricionista, atividade física ao profissional treinador físico, entre outros profissionais da área de saúde ou não.

 

Prevenção

 

Quanto a prevenção da obesidade, deve ser estimulada, mas que fique claro que não é fácil, pois em mais de 60% das vezes é causada por fatores genéticos, associadas ou não a fatores comportamentais e ambientais. Mas felizmente, apesar da hereditariedade ter papel importante, ela não é destino.

O tratamento como já mencionado acima é complexo, pois como geralmente há muitas causas o tratamento envolve várias vertentes dependendo dessas causas. E que fique muito claro, por ser uma doença crônica, não há cura, há controle, portanto, como o diabetes, a hipertensão e outras doenças crônicas deve tratada por toda vida do contrário está fadada ao fracasso.

 

Série sobre OBESIDADE

 

Hoje fiz uma breve introdução ao assunto e nas próximas semanas, semanalmente, vou publicar artigos sobre obesidade, a epidemiologia da mesma, quantos obesos há no mundo, onde há mais obesos, quais as causas da obesidade, como tratar cada causa, e vou falar ainda sobre dietas mais adequadas, a importância da atividade física, sobre todos os medicamentos e suas indicações, as cirurgias e suas indicações, mitos sobre a obesidade e o emagrecimento, a questão estética, a questão psicossocial, as complicações da obesidade como apneia obstrutiva do sono, doenças pulmonares, esteatose hepática (gordura no fígado), doenças gástricas e intestinais, infertilidade, depressão, acidente vascular encefálico (derrame cerebral), doenças do coração, pré diabetes, diabetes e dislipidemias (descontrole do colesterol e triglicerídeos).

Vou falar da expectativa de vida no obeso, emagrecer e ser emagrecido, síndrome dos ovários policísticos que é uma causa importante de obesidade, os hormônios na obesidade, a evolução dessa doença na história, como avaliar a quantidade de gordura que temos no corpo, como avaliar a quantidade de energia que gastamos em um dia ou determinada atividade física, as síndromes genéticas causadoras da obesidade, a importância da prevenção na gestação, o prazer em comer, por que temos prazer em comer e por que perdemos o controle e comemos além do necessário, o papel dos alimentos, a microbiota intestinal (bactérias no intestino) causadoras da obesidade, a resistência insulínica piorando e agravando a doença, o balão intragástrico e sua importância no tratamento, os medicamentos que já estão no mercado e os medicamentos que estão em fase de teste e devem entrar no mercado nos próximos meses/anos.

Enfim, vamos fazer uma série sobre obesidade e vamos permanecer várias semanas falando sobre tudo isso mencionado acima e muito mais, portanto se você tem obesidade ou sobrepeso, ou tem alguém na família, ou tem algum amigo com esse problema e suas complicações como descontrole do colesterol, diabetes entre outras, convido a assinar o NUTRONEWS em nosso site e passar para familiares, amigos e colegas, pois vamos falar de tudo, do mais antigo ao mais novo e até o provável futuro desse problema.

Estamos falando da doença e suas consequências, mas vamos tentar também levar as soluções existentes.  Portanto, vamos tentar promover saúde e todos vocês fazem parte dessa corrente disseminando o conhecimento para um mundo melhor.

 

Importante

 

Compartilhem, recortem, republiquem e façam o que quiserem com os textos que vou publicar, pois o importante é todos nós tentarmos interromper o avanço dessa grave e terrível doença, pois do contrário, lamentavelmente, nossos filhos vão viver menos do que nós.

Vou mostrar também que há prova disso se não trabalharmos intensamente.